17 janeiro 2007
Sete Movimentos Perpétuos
I- Regresso a Casa
Desde há muito que conheço este lugar,
jardim de nenúfares e jasmim,
o ermo local do encontro.
Entro na sala perfumada de incenso
deixo cair o pano, fecho os olhos,
repouso as mãos no colo: vou ter comigo.
A sala está completa, estrelas brilham na noite lá fora,
as palmas das mãos apontam para terra.
Rodopiando, cantamos em tons de flauta e de cítara,
antecedendo o movimento dos corpos nas ondas de calor.
Sentados em silêncio, como esfinges em cima de núvens,
mergulhamos , aguardando a enchente de maré.
Como átomo que se transcende e dissocia,
deixo-me guiar pelo som,
água que bebo,
fonte de vida:
respiro
e transpiro as dores, os sinais destes tempos,
que se perdem nos dias e se esquecem nas horas.
Dançam os corpos como num quadro de Matisse.
E lançamos jogos de luz em festa,
desenhamos luas de papel em copas,
erguemos gaivotas de espuma nos dedos,
num pano fundo de cetim azul.
E começa o bailado,
no eterno marulho do sarangui,
corpos que se invertem e abandonam à vontade de Ser.
Docemente, a luz adormece
numa espiral contínua voltamos ao local de sempre,
levitamos sem rumo,
sonhamos o que é e como sempre foi,
afinal sempre cá estivemos. Nada há a temer.
É bom voltar a casa…
II- Om
Grave reverberação
repercussão é Ser…
Personificamos o Som,
descendo em gotas de chuva,
perfumando de orvalho a terra molhada.
Sopro, soprando,
Soprano… canto o ar que respiro.
Pauta de estrelas,
a canção do Universo…
a plenitude num abrir e fechar de olhos!
Subo ao cume da montanha branca
nas mãos levo o globo das notas soltas,
danço no pó que cintilante se ergue
em estrelas cardeais.
Dissonâncias e harmonias
eleva-se a voz,
multiplicam-se os tons, em crescendo contínuo,
música numa oitava maior,
sete notas musicais
sete sementes … por fim: a Clave de Sol.
Desde há muito que conheço este lugar,
jardim de nenúfares e jasmim,
o ermo local do encontro.
Entro na sala perfumada de incenso
deixo cair o pano, fecho os olhos,
repouso as mãos no colo: vou ter comigo.
A sala está completa, estrelas brilham na noite lá fora,
as palmas das mãos apontam para terra.
Rodopiando, cantamos em tons de flauta e de cítara,
antecedendo o movimento dos corpos nas ondas de calor.
Sentados em silêncio, como esfinges em cima de núvens,
mergulhamos , aguardando a enchente de maré.
Como átomo que se transcende e dissocia,
deixo-me guiar pelo som,
água que bebo,
fonte de vida:
respiro
e transpiro as dores, os sinais destes tempos,
que se perdem nos dias e se esquecem nas horas.
Dançam os corpos como num quadro de Matisse.
E lançamos jogos de luz em festa,
desenhamos luas de papel em copas,
erguemos gaivotas de espuma nos dedos,
num pano fundo de cetim azul.
E começa o bailado,
no eterno marulho do sarangui,
corpos que se invertem e abandonam à vontade de Ser.
Docemente, a luz adormece
numa espiral contínua voltamos ao local de sempre,
levitamos sem rumo,
sonhamos o que é e como sempre foi,
afinal sempre cá estivemos. Nada há a temer.
É bom voltar a casa…
II- Om
Grave reverberação
repercussão é Ser…
Personificamos o Som,
descendo em gotas de chuva,
perfumando de orvalho a terra molhada.
Sopro, soprando,
Soprano… canto o ar que respiro.
Pauta de estrelas,
a canção do Universo…
a plenitude num abrir e fechar de olhos!
Subo ao cume da montanha branca
nas mãos levo o globo das notas soltas,
danço no pó que cintilante se ergue
em estrelas cardeais.
Dissonâncias e harmonias
eleva-se a voz,
multiplicam-se os tons, em crescendo contínuo,
música numa oitava maior,
sete notas musicais
sete sementes … por fim: a Clave de Sol.
Comentários:
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Obrigada Sandra. Pela beleza interior com que nos contagias e por me teres acompanhado, neste instante em que bebi as tuas palavras, por uma viagem plena de infinito. (Um lugar onde todos os que vibramos em sintonia, nos encontramos). E como me senti bem. Mais uma vez Obrigada Linda.
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