30 novembro 2006

 

A Documentar, por aí...

Há tempos sentei-me num sofá assistindo a um documentário intitulado C-Mail. A história acontece no norte da Holanda e leva-nos a conhecer o hobby de um professor reformado: recolher cartas e sonhos transportadas pelo mar dentro de uma garrafa. Message in a Bottle... um documentário que renova a vontade de escrever, viajar e conversar com estranhos, recolhendo os seus testemunhos e histórias de vida.
Do mesmo autor da Aldeia do Viagra e C- mail, chegará em breve, um novo documentário com o carimbo da blablablaMedia intitulado "Selvagens: a Última Fonteira".
A realização, guião, imagem e edição são da autoria de Filipe Araújo a música original sai das mãos de Anita Araújo.
Em breve para documentar, comentar e assistir!
"Um casal de ingleses, um guarda da natureza, um deputado, uma engenheira florestal, um biólogo, três faroleiros e uma cadela carente constituem o elenco deste documentário sobre a vida nas Ilhas Selvagens, um ecossistema muito particular, paradoxal até, e apenas conhecido por uma ínfima minoria de privilegiados. Filmado ao longo de uma semana e meia, no final de Julho de 2006, Selvagens: A Última Fronteira partiu de um desafio proposto pelo jornal Expresso. Foi produzido pela Blablabla Media (www.blablablamedia.com) e realizado por Filipe Araújo (C-Mail, 2005). Conta com a música original da compositora e pianista Ana Araújo e tem uma duração de 30 minutos".

# publicada por Chandra @ 11/30/2006 0 Comentários
 

Alga Zarra


A arte também se usa!
A Alga Zarra é uma criação da artista Ana Araújo, pianista com formação e licenciada em Jazz pela Berklee College of Music, que vem aliar às excelentes capacidades músicais, criações de artesanato contemporâneo.
Um excelente pretexto para falar do belo, da arte e da música. A algazarra tem o seu catálogo disponível em http://www.algazarra.org/live/.
Parabéns Anita.

# publicada por Chandra @ 11/30/2006 0 Comentários
 

FUGAS

Fim-de-semana prolongado. Rumo a Sul. Já sinto o cheiro do mar, imagino as cores praia, o sabor da Água Salgada, as caipirinhas do Dromedário, os percebes e outros petiscos nas tascas de Vila do Bispo. Yoga e praia, jantaradas com os amigos e música, claro! Este é indiscutivelmente um dos locais mais belos de Portugal.
Lisa Germano, so sorry i'm going to Sagres... be back for Yo La Tengo.

# publicada por Chandra @ 11/30/2006 6 Comentários

27 novembro 2006

 

Michy Mano


Vem de Oslo um registo viciante que combina a música eletrónica com alguns temas tradicionais de Marrocos.
Ambientes musicais de Madagáscar, Índia e Marocos reunidos no Cool Side of the Pillow.
Michy Mano nasceu em Marrocos, emigrou para a Noruega e é um dos músicos mais conceituados das pistas de dança de Oslo. Em Cool Side of The Pillow Michy recria os ambientes musicais do seu país Natal. Uma excelente oferta musical de um grande amigo que também dá os seus primeiros passos no mainstream musical norueguês. Um abraço João.

# publicada por Chandra @ 11/27/2006 0 Comentários
 

Cesariny

"Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfirgura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura.
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco."
Mário Cesariny, 1923-2006

# publicada por Chandra @ 11/27/2006 0 Comentários

24 novembro 2006

 

O Zarolho

Reza a história que os zarolhos são famosos e dotados de um charme indiscutível, ora veja-se as inúmeras referências cinematográficas a esta figura de estilo: o zarolho.
Esta semana, numa visita irregular ao oftalmologista descobri uma nova forma de zarolhice: a bacteriana. Pois é, tenho uma bactéria no olho esquerdo o que me obrigou a estar 24h de olho vendado! Um mimo!
Foi com este novo look que percebi porque o fenómeno da azelhice não é uma prerrogativa dos carochos, ele há zarolhos muito azelhas! Foi o meu caso, pela primeira vez na vida experimentei uma sensação de azelhice!!!!
Manobras para a esquerda interditas. Incapacidade atestada de vestir collants! Lados B dos cds; cabeçadas nas portas e janelas.
Sensação 3D limitada, quiasma óptico reduzido ao ponto cego, conta bancária parcialmente afectada.
Delirium tremens no trabalho.
Grave intolerância para com estupidez massificada.
Alergia ao espartame. Necessidade imperativa de passar um fim-de-semana em N.Y.
Por momentos pensei ter perdido os neurónios: o meu hemisfério direito (coisas do quiasma) estava reduzido ao formato de amendoim. Por momentos senti o que os Homens sentem depois da puberdade, especialmente o meu amigo JB!
Entretanto recebi uma chamadinha do Q. Tarantino para filmar umas cenas do Kill Bill III lá para os lados da Moita!
O guião está brutal, e finalmente vou ter oportunidade de espancar o Bill (Pedro Abrunhosa) e o Seu Irmão Gémeo (Rui Veloso). Os figurinos são os membros dos sucessivos governos constitucionais portugueses que vão ter uma morte lenta, agonizante e recheada referências às artes marciais.
Ele há oportunidades que não se podem perder, after all “In the Kingdom of the Blind the one Eyed are kings”.
Saudações a todos os leitores zarolhos deste Blog pois agora vou beber um café com o Pedro Almodôvar que está a pensar filmar uma nova longa-metragem com vítimas de queratites oculares. Já me estou a ver ao lado da Penélope Cruz e da Cármen Maura com vendas oculares desenhadas pela dupla Armani e Gautier, a fazer rolar cabeças enquanto discutimos, diplomaticamente, a abertura do mercado português às clínicas de estética e outras intervenções cirúrgicas lucrativas.

# publicada por Chandra @ 11/24/2006 2 Comentários

22 novembro 2006

 

Grande Xico!

"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou Fazer sexo... Isso é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar.... Isso é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isso é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isso é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...Isso é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
Solidão "é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma."
Chico Buarque


# publicada por Chandra @ 11/22/2006 0 Comentários
 

Quero ir ao Circo!

Os nomes são muitos e bons!
Em Novembro o Circo recebeu os Monges Tibetanos do Mosteiro de Tashi Lhunpo; o Senhor Al di Meola; Anthony and the Jonhsons; Patricia Barber...
Em Dezembro o Circo vai trazer à cidade de Braga: Lisa Germano, A Naifa, Jonh Zorn, entre outros.
Também já ouvi uns certos rumores de um concerto da banda do Senhor Adolfo Luxuria Canibal, que encenará no Teatro Circo o tão esperado regresso às lides.
O Teatro de Circo de Braga está em grande! Que pena eu não conseguir estar em todas!
Não me atrevo sequer a fazer reservas para os concertos, pois na mesma altura, pelas ondas da Radar, Lisboa recebe outros grandes nomes! J. Zorn terá que ficar para trás...
Braga por um canudo!
Para os mais curiosos e caixeiros viajantes em geral: http://www.theatrocirco.com/

# publicada por Chandra @ 11/22/2006 1 Comentários

21 novembro 2006

 

Diamante Gálas


" The volcanic singer-pianist Diamanda Galas is the dark queen and king of extended vocal technique, possessor of multi-octave pipes awesome and frightening in their intensity and range; her voice and equally formidable piano chops are thrilling in their brazen invention and sneering disregard for restrictions of musical genre."
John Payne, La Weekly, Outubro, 2006

Hoje, às 21h 30 m, no grande auditório do Centro Cultural de Belém, Diamanda Gálas apresenta " Guilty, Guilty, Guilty"... a não perder!!!



# publicada por Chandra @ 11/21/2006 2 Comentários

20 novembro 2006

 

CAROCHO!

A pedido de algumas famílias, decidi explicar o que é um carocho!
Fazendo uma breve pesquisa na Internet, carocho aparece definido como uma pequena embarcação do Rio Minho, como conceito analógico, como letra de uma canção de uma banda portuguesa de música Yhou-ma-mene!
Mas um carocho é um mundo, um universo, uma constelação, eu diria mesmo: um fenómeno artístico e cosmogénico!
Para quem ainda não se debruço na análise do fenómeno do século, aqui vai um excerto do
Manifesto do Carocho:
Se tendes dentes podres, olhos de lince, rosnar de javali, cara de cromo, cabelinho à Paulo Bento;
Se roeis os ossos de frango do prato da namorada, se gostais de palitar os dentes, se apreciais ver a bola e o boxe na TV, se amais a pátria e o futebol em geral, se és benfiquista;
Se escutais k7s das feiras e gostais…
Se comeis sandes de courato com pêlo chamuscado na ponta;
Se bebeis mines e arrancais as caricas à dentada,
Se usais ténis da “Sanjo”;
Se amais a cabidela mais do que a tua própria mãe;
Se tendes um primo chamado Cámané;
Se gostais de ver moças roliças nos Cockpits dos Camiões;
Se sonhais ir à América ver os Cóbois;
Se cantais o fado em Alfama,
Se usais camisa aberta com pêlo no peito e fio de ouro com a fotografia do Pinto da Costa;
Sois um carocho! Um verdadeiro Carocho!
Se és carocho, trás um carocho também, junta-te a nós e vem fazer uma bandeira humana no Estádio Nacional!
A todos os carochos deste país, um apelo: Façam-se à estrada! Lavem as meias! Comam menos alho!

Alguém ainda tem dúvidas, sobre o que é um carocho? Ò Zé António para de comer a ração do Bobby!!!!

# publicada por Chandra @ 11/20/2006 5 Comentários

15 novembro 2006

 

Lisboa

Fim de tarde no Chiado, as portas das lojas começavam a fechar. Ao fundo da Rua Garrett, o vendedor de castanhas. Lisboa tem um cheiro agridoce no Inverno. A cidade adormece, lentamente. Rasgando o nevoeiro perfumado, o Castelo vela o rio que passa. No Rossio apaga-se o ritmo da tarde, esquecem-se os vendedores de flores, esgota-se o formigueiro humano que se apressa para os cacilheiros. O espaço fica aberto ao sono da D. Maria, ao elevador que sobe em glória, ao largo de S. Domingos que resgata os últimos desalojados do dia. Lá em cima, na outra colina, do bairro mais alto, a roupa permanece nos estendais, as tascas servem os primeiros copos de tinto. Compram-se os bilhetes para as horas seguintes, nos balcões de mármore contam-se os trocos, já soa a música e embriaguês. Táxis de cor ensebada, descarregam os jovens do bairro, vestidos de tantas cores, queimando nos dedos os cigarros e os anos. É o início da noite no largo onde a trindade que se oferece à sorte e pregões mudos de uma estátua cauteleira. Varinas do século de hoje, esquinas onde os copos se empinam, ruelas povoadas por recortes de jornal e manchas de tinta urbana.
Subo as escadas do prédio. Mármore e azulejo, candeeiro de ferro forjado, portas de madeira antiga. No segundo andar, anuncia-se a venda de Lavoures & Tintas.
Toco à campainha, som timbrado e metálico, o fecho da porta faz as honras da casa, lá dentro queima-se o cheiro doutras rotas. Barcos que largaram os portos do rio que ainda hoje nos segura as margens. Um grupo de amigos, tertúlia, novo grémio de Lisboa.
A noite já ia longa quando me despedi do Rossio. Amo-te Lisboa.

# publicada por Chandra @ 11/15/2006 0 Comentários

14 novembro 2006

 

Acordai!

A Casa da Lenha
Sala Garrett - Teatro Nacional D. Maria II
16 de Nov a 30 de Dez 2006
3ª a SÁB. 21H30 DOM. 16H00

"No centenário do nascimento de Fernando Lopes Graça, o Teatro Nacional, em co-produção com o Teatro da Comuna, apresenta A Casa da Lenha. Um texto de António Torrado, encenado por João Mota.
Um exercício de memória que revisita um dos mais notáveis compositores e musicólogos do século XX, a peça A Casa da Lenha, começa com um Fernando Lopes Graça em idade avançada, em pleno processo de criação da canção A Minha Terra, uma das suas últimas obras de música coral.
No espectáculos estão presentes muitos excertos musicais, desde música coral, dança sevilhana, filarmónica, instrumental bem como composições de Lopes Graça, como Acordai ou O Menino de sua Mãe.
Nesta peça, um percurso de vida contado pelo próprio Lopes Graça, testemunhamos vários eventos da sua vida – os momentos de ternura entre pais e filho, os estudos musicais concluídos no Conservatório Nacional de Lisboa, a militância no PCP, as detenções, o exílio em Paris.
Nela encontramos memórias, sentimentos e uma extensa galeria de personagens que se cruzaram com o compositor, uma das figuras maiores da cultura portuguesa no século XX".

# publicada por Chandra @ 11/14/2006 0 Comentários
 

Ainda esta semana...

Michel Nyman Band
16 de Novembro, 21h
Grande Audiório do CCB

Richard Galliano Septeto
Piazzolla Forever
17 de Novembro de 2006, 21h
Grande Auditório do CCB



Once in a Lifetime
Carlos Bica+ Old Jerusalem+Complicado+ Half Asleep
18 de Novembro
Santiago Alquimista



# publicada por Chandra @ 11/14/2006 0 Comentários
 

Esta Semana...

Orquestra Sinfonietta de Lisboa
Ilda Ortin, piano
Francisco Sassetti, piano
Direcção: Vasco Pearce de Azevedo

Programa
1ª Parte:
Sérénade pour Instruments à Archet (1892)
Joseph Guy Ropartz (1864-1955)

Melodias Rústicas Portuguesas para Piano a 4 mãos (1979)
Fernando Lopes-Graça (1906-1994)
1. Canto do S. João
2. Este ladrão novo
3. Deus te salve, ó Rosa
4. S´nhora da Póvoa
5. Oração de S. José
6. Pastoril transmontano
7. A Virgem se confessou
8. Maragato son

Concerto for piano duet and strings op. 32 (1950)

Malcolm Arnold (1921-2006)
1. Allegro
2. Larghetto
3. VivacePiano a 4 mãos: Ilda Ortin, Francisco Sassetti

2ª Parte:Sinfonia de Câmara para Cordas op. 110a (1960)
Dmitri Shostakovich (1906-1975)
1. Largo
2. Allegro molto
3. Allegretto
4. Largo
5. Largo

Sociedade de Geografia
Rua das Portas de Santo Antão (ao Coliseu)
Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006 – 21h30
Entrada livre

# publicada por Chandra @ 11/14/2006 0 Comentários

13 novembro 2006

 

Meninos do Rio


De Fernando Meirelles, o mesmo realizador das premiadas longas-metragens A Cidade de Deus e o Fiel Jardineiro, a série da T.V A Cidade dos Homens, permite afirmar que Meirelles é um dos realizadores mais atentos ao drama das cidades, à capacidade para crescer na adversidade, às aventuras dos putos que testemunham que a pobreza é, muitas vezes, um estado de espírito.
Em DVD.
"Menino do Rio,
Calor que provoca arrepio, dragão tatuado no braço,
calção, corpo aberto no espaço,
coração de eterno flerte,
adoro ver-te.
Menino vadio, tensão flutuante do Rio,
eu canto para deus proteger-te,
O Havai seja aqui
tudo o que sonhares,
todos os lugares,
as ondas dos mares,
pois qunado eu te vejo eu desejo o teu desejo.
Menino do Rio,
calor que provoca arrepio,
toma esta canção como um beijo."

# publicada por Chandra @ 11/13/2006 0 Comentários

09 novembro 2006

 

Cane iu Believeit?

Portugal é o país da Europa que melhor defende os direitos do Consumidor e dos Cidadãos em geral e pessoas em particular! ?
Recentemente ouvi dizer que em Portugal se respeitavam os direitos dos consumidores, dos cidadãos em geral edas pessoas em particular... decidi pensar no assunto. Estou a começar a acreditar que me "enganaram um bocadinho"!
Já no ano passado comprei, pelo correio, um aspirador multi funções, de cor crómática, modelo model, made in made in, sistema system com botão de on e off. Pareceu-me ser uma coisa séria e moderna! Até agora não recebi nada...
Nos mês passado fui a um Hotelzinho nos arredores de Lisboa, comer uns croquetes e umas sandes de mortandela e vai que acabei por comprar um colchão d'água... ouvi dizer que era bom para as dores nas costas! Ainda não recebi nada em casa e começo a acreditar que me "enganaram um bocadinho"!
Ontém ia a atravessar a estrada e vai que uns rapazes novos me arrancaram a mala das mãos e eu gritei:
- Ai seus malandros venham cá!
E eles responderam:
O pai já vai!
Fiquei à espera e começo a achar que me "enganaram um pucadinho..."
Utilizo o Metropolitano de Lisboa, um dos melhores da Europa, dizem..! Comprei o passe este mês! Já fizeram duas greves, vim a pé para o trabalho... e ninguém me diz onde está o aspirador, o colchão de água, e mala!Começo a acreditar que "me enganaram um bocadinho".
Ouvi dizer que ter blogs na Internet dá direito a um computador portátil, começo a achar que "me enganaram um bocadinho!"
Votei no Engenheiro Sócrates! Será ... começo a achar...

# publicada por Chandra @ 11/09/2006 0 Comentários
 

Já Te Calavas, Pá! #1

Decidi inaugurar uma nova nova rubrica neste Blog: o momento "Já te Calavas, pá!".
Já te calavas, pá foi criado em homenagem a todos os grandes... eu diria... os Enormes Idiotas, que deviam estar confinados a um frasquinho com alcool, numa prateleira empoeirada dos laboratórios de República do Butão.
E o prémio de hoje vai para.... G.W.Bush pelos seus recentes desabafos a propósito da sentença do Tribunal Penal Internacional aplicada a Saddam Hussein. Veredicto: FERME TA BUSH!
O segundo lugar, vai para o colectivo de Juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI), que terão estudado a fundo a Declaração Universal dos Direitos do Homem! Só que estavam num mau dia (TPM), quando se lembraram de aplicar a sentença: morte por enforcameto!
Ele há rapazes que sabem dar o exemplo ao mundo!

# publicada por Chandra @ 11/09/2006 0 Comentários
 

Kill Bill

Porque adoro Q. Tarantino e porque o Kill Bill I e II é uma obra prima. Porque a U. Thurman é maravilhosa, porque o absurdo também se filma, segue a sugestão Bill and the Bride, em DVD ou escutando as excelentes BSO's Kill Bill I e II ... filmes que nos fazem lembrar o que apetece fazer, por vezes, no local de trabalho.
E porque algumas distintas famílias da blogosfera se arrepiaram com as recentes recomendações de cinema europeu e não se atreveram a "postar" um comentário, cá vai disto: Adoro este filme! "And if anyone of you mother fuckers got anything to say, now it's de fucking time!!!"

# publicada por Chandra @ 11/09/2006 3 Comentários

08 novembro 2006

 

Da Rússia com Amor

MAT I SYN - Mãe e Filho, de Aleksandr Sokurov
Imperdível! O realizador de "A Arca Russa" Alexandr Sokurov, é também o realizador da triologia dos laços de sangue. Os laços mais belos são testemunhados em " Mãe e filho", a oitava longa-metragem de Aleksandr Sokurov. Esta lindíssima história narra a última viagem de uma mãe e do seu filho, que a acompanha sem queixume, num silêncio recortado por paisagens e longas planícies de emoções e afectos...
Hoje na Cinemateca Portuguesa, Sala Luís de Pina, 22h.

Etiquetas: Cinema


# publicada por Chandra @ 11/08/2006 0 Comentários
 

YOGA... chiça!


Uma rápida pesquisa na Internet permite encontrar milhares de referências ao Yoga. Inúmeras escolas, várias doutrinas, muita simbologia, muitas correntes, contra correntes!
Existe o Yoga dos gregos dos troianos, o Yoga das "Marias que vão com as outras", o "Yoga do Pai já vai", o "Yoga do Power", o "Power do Yoga"! O "Yoga disto e daquilo", o "Yoga do outro e daquele", o "Yoga de cá e de lá", "de ontem e de hoje", o "Yoga de Baunilha ou Chocolate"...
O Yoga para animais de estimação, o Yoga para stressados, divorciados, e encalhados em geral. O Yoga dos budistas o Yoga dos hindus, o Yoga dos drávidas, o Yoga dos tântricos, o Yoga dos alentejanos, vai na volta...
Mas o que gosto mesmo de fazer notar, são os disparates que se encontrem em torno do Yoga. As filosofias, as espiritualidades, as quase crenças, as bem aventuranças, as seitas ou mini seitas, as receitas: o sucesso físico e emocional, as ligações sexuais, o afro yoga... daquela mestre conhecida à brava, a Afrodite!
O Yoga Santeiro, milagreiro, o Yoga transcendental, o Yoga para normal! O Yoga da moda, das passerelles, o Yoga dos SPA’s dos Fitness Center’s.
Apre não há paciência!
Yoga não é religião, Yoga não tem prefixos nem sufixos, nem correntes, nem doutrinas, nem escolas. Não é de ninguém, nem tem de ser de todos!
Pratico Yoga (ponto final)! Aquele que me é permitido praticar, tal como o canto que me é permitido cantar, tal como a música que consigo ouvir.
Pratico o Yoga porque sou livre de deixar de praticar quando eu quiser! Pratico Yoga porque no dia seguinte me dói o corpo todo… e isso é bom!!
Certo dia um músico contemporâneo definiu a música como um silêncio elaborado.

Eu sou a música o Yoga o meu silêncio!

# publicada por Chandra @ 11/08/2006 6 Comentários

07 novembro 2006

 

Re comendações

"Ys" de Joanna Newsom
"Ys é uma palete de cinco temas territoriais cuja média de tempo são os dez minutos por canção. Tempo para respirar e reaprender a ouvir. Cinco vastas planícies sonoras, de histórias sem fim, ou com um novo início, numa aventura circular que é simultaneamente um passo em frente na carreira da artista. Se o primeiro disco, Milk-Eyed Mender, foi virginal, Ys é a emancipação irresoluta de Joanna Newsom. Mas não necessariamente o fim da inocência: a sua voz parece a banda sonora de um quadro pré-rafaelita (...) Um disco de cordas (e de cordas vocais) para encantar homens e domesticar mulheres. Ou vice versa" in, AnanAnA, loja travessa água da flor 29 r/c - bairro alto - Lisboa.

Jan Garbarek / The Hilliard Ensemble

Um clássico...Maravilhoso!
Imprescindível a qualquer discografia. Para quem gosta de todos os sons da música. Polifonia ou mania polifónica?
ECM Records.





Etiquetas: Discos


# publicada por Chandra @ 11/07/2006 0 Comentários
 

Subsídio de Natal!

Poderiam arranjar um livre trânsito!?



# publicada por Chandra @ 11/07/2006 0 Comentários
 

Livros que nunca se esquecem...

" Não me fales de ti, meu doce, quando tens as cartas de mim entre os dedos, prontas a tombar lassas, retesadas: uma, duas, três, em desalinho, no frio seco da madeira, toalha quadriculada, quadricula, regular. Não me conheças na matemática dos meus poros, na saliva triste da minha pele que não cai no Outono.
Não me fales de ti, meu doce, nesse teu agitar de lábios, que despe o outro de um só trago. Não desfoques a lente para me capturar melhor na ausência de traços e linhas. Faz tudo, leva-me a descançar de mim à beira do ser. Enterra-me a raiz na lama fria... faz tudo, mas não me digas de mim nesse dizer de ti que é o cantar um nós que não se pode ter com qualquer um."
Inês Tavares Rodrigues, Mágoas Furtadas, Coisas de Ler Edições, 2005, pp. 55-56.
Mágoas Furtadas é um livro de uma grande amiga, e só por isso, um livro maior. Mas é também um livro maior porque é um livro que não se esquece. Porque se connhece as mãos de quem o escreveu, porque se conhece o caderno de rascunhos, porque se conhece o sorriso, os tiques na boca, o repousar belo das mãos sobre o colo, a sensualidade do cigarro entre os dedos. É ainda um livro maior, porque nele se retratam as noites, as dores e cores vividas em Lisboa, nas ruelas do Bairro Alto, nas catacumbas esquecidas ao sabor de um copo de tinto, um livro que retrata bares incógnitos, sofás vermelhos, matrículas de automóveis entre o Santiago Alquimista e a moda Lisboa. Um livro que é uma caixa de música, Pascal Comelade, Pina Baush, com traços de Klimt, cálices de moscatel, rasgos de Baudelaire, mãos de Man Ray, bares que foram até ao fim...
Aguardamos-te Inês... é bom ler-te.

# publicada por Chandra @ 11/07/2006 0 Comentários

06 novembro 2006

 

A Cidade das Palavras

"Era uma vez duas serpentes que não gostavam uma da outra. Um dia encontraram-se num caminho muito estreito e como não gostavam uma da outra devoraram-se mutuamente. Quando cada uma devorou a última não ficou nada. Esta história demonstra que se deve amar o próximo ou então ter muito cuidado com o que se come (sic!)."
Ana Hatherly, A Cidade das Palavras, Quetzal Editores, p. 17.

Etiquetas: Livros


# publicada por Chandra @ 11/06/2006 0 Comentários

03 novembro 2006

 

AMADEUS

Requiem Eaternam, W.A. Mozart

Requiem aeternam
dona eis, Domine,
et lux perpetua
luceat eis.
Te decet hymnus, Deus, in Sion,
et tibi reddetur
votum in Jerusalem.
Exaudi orationem meam,
ad te omnis caro veniet.
Requiem aeternam
dona eis, Domine,
et lux perpetua luceat eis.




Etiquetas: W.A.Mozart


# publicada por Chandra @ 11/03/2006 0 Comentários
 
Há semanas que tenho andado na companhia do último trabalho dos YLT. Quando o Cd começou a ser comercializado, inclui-o na imensa lista de CD’s para comprar até que um amigo me disse: “deixa lá isso, eu gravo-te o CD, saco-o da net!”.
Mas não, não resisti. Apesar dos preços absurdos dos CD’s e dos livros neste país, há coisas que não se “sacam da net”!
Não há nada como sair da loja, com ar triunfante e as mãos a abanar um saco amarelado, aguardando pela primeira cadeira vaga para desbravar o celofane, arrancar as primeiras texturas da capa do CD e delirar com o seu conteúdo. Não há nada como correr para casa, ouvir o CD, empilhá-lo em cima de outros tantos e pensar: “que bela aquisição…”.
Um CD é como um molho de chaves, leva-nos a lugares comuns, abre-nos as portas de casa, aqueles compartimentos que só nós conhecemos, leva-nos a salas de concertos onde os bilhetes nunca esgotam. Um CD é um segredo, uma carta fechada escrita a tinta permanente. As cartas de amor, se ainda se escrevessem, perderiam o brilho se chegassem por e-mail.
“I’m Not Afraid Of You and I’ll Beat Your Ass”, um excelente título para a chancela Matador Records. Ira Kaplan, Georgia Hubley e James McNew no seu melhor! Nem mais nem menos, um CD para ouvir, esgotar, e repetir, sempre que necessário.
Há semanas que aguardava uma oportunidade para dizer Yo La Tengo… assim é, este já cá canta!
"Pass the Hatchet, I Think I'm Goodkind"

Etiquetas: Discos


# publicada por Chandra @ 11/03/2006 0 Comentários

02 novembro 2006

 

A Sombra do Vento


" (...) Bea diz que a arte de ler está a morrer muito lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma, e que estes são bens cada dia mais escassos."
in, A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Záfon
Um livro mágico. Um livro que conta a história de outro livro, que narra contos de outros tempos, numa Barcelona encantada de sombras e ventos, perfumes de amor e morte, guerra, revolução, e encantamento.
Tal como o pequeno Daniel, que é guiado pela mão do seu pai até ao local onde os livros ganham vida, somos conduzidos numa viagem ao interior do livro que seguramos nas mãos. Logo nas primeiras páginas, sentimos que o livro nos pertence, que é parte de nós, que nos guarda a alma e nos contará muitos segredos. Julian e Daniel, Penélope e Bea, Firmino Torres e Issac são os gaurdiões desta história, personagens que passam a habitar os nossos dias, que poderiam ter vivido na bela cidade de Lisboa... que poderiam ter saído das vielas do Bairro Alto, personagens que ainda estão vivas nas cidades de candeeiros de pé alto. Um livro retratado em Barcelona e Paris, que nos faz recordar o cheiro a alfarrabistas, as amarguras de Picasso e as sinfonias de Gabriel Fauré.
Há livros que nunca se esquecem.

Etiquetas: Livros


# publicada por Chandra @ 11/02/2006 0 Comentários

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