28 agosto 2008
Na esplanada
Durante o mês de Setembro regressam as noites na Esplanada da Cinemateca Portuguesa. Este ano, o fim do verão transforma a esplanada da casa em pequeno auditório, importando o conceito de "filme-concerto". De Stop Making Sense D. Byrne/ Talking Heads, aos Beatles, Ramones e Rolling Stones, trata-se de uma programação que permite (re)ver grandes momentos musicais, no "recinto" da Barata Salgueiro.Programação aqui.
27 agosto 2008
Puria Kalian
Paulo Sousa ( Sitar) e Francisco Cabral ( Tabla), Boom Festival 2008.~
Do CD, Sitar ao Anoitecer.
Próximo concerto: 19 Setembro de 2008, Fórum romeu Correia, Almada, 21h.
25 agosto 2008
St(r)a(n)ge Names
De uma vez por todas: Não é Overkill River
Não é Okkville River
Não é Overkill Driver
Não é Okerville River!!!!
Okkervil River. Okkervil River. Okkervil River. Okkervil River. Okkervil River. Okkervil River. Okkervil River. Okkervil River. Okkervil River. Okkervil River.
Nota: a gerência agradece os emails, risos e alguns berros que a designação incorrecta desta banda tem vindo a provocar. Dá sempre jeito ter em casa uma ardósia preta.
Etiquetas: Discos
The Boy with the Thorn in His Side

Vem de Nova Iorque é o protegido de Glass e o menino de Björk, tem 27 anos, chama-se Nico Muhly é autor de Mothertongue (Bedroom Community) uma das mais brilhantes edições de 2008.Com formação em música clássica Muhly, é já um prestigiado interprete do tão negligenciado reportório renascentista, medieval e coral (a cappela e sinfónico). O reportório do jovem Mulhy invoca pinturas sonoras eruditas, conciliando-as com o legado das escolas minimalistas, a ligeireza da pop, as teias da "música concreta", contemporânea, a simplicidade folk, e os magníficos jogos das cordas vocais. Apenas com 27 anos, Muhly conta com inúmeras peças para orquestra e coro, cuja audição se recomenda vivamente. Com formação clássica, este menino prodígio mergulha no universo da música procurando simbioses entre diferentes expressões artísticas e formas musicais, tendo colaborado com Philip Glass (enquanto orquestrador e organista), Antony Hegarty (Antony and the Johnsons) e com Björk.
Tendo iniciado as lides vocais num coro masculino de Providence, Nico Mulhy confessa-se um apaixonado pela música sacra britânica do séc. XVI e XVII (John Taverner, Thomas Weelkes e William Byrd. Hoje compõe para coro, cravo, banjo, percussão, piano, cordas, e desenha ainda linguagens pop descontraídas e samples arrojados. Da escola de Glass, Monk, Ligeti, Reich, Frith, à escala de Landi conserva a linhagem de H. Von Bingen, Pérotin, G.Dufay, G. Ockghem, e ainda recorda o poema simfónico de V. Williams. Só lhe falta mesmo receber umas encomendas de João Domingos Bomtempo, Fr. Manuel Cardoso, João de Freitas Branco, Carlos Seixas, e falando dos tempos novos na música nossa F.L Graça e E. Carraptoso. Bom, mas enquanto o rapaz Mulhy não recebe a encomenda, resta-nos ouvir este Mothertongue um dos eleitos para as listas do ano!
22 agosto 2008
NY I Love You #1
"
Nova Iorque era um inesgotável, um labirinto de passos intermináveis, mas independentemente da distancia que percorresse, independentemente de se ter familiarizado com as vizinhanças e as ruas, ficava sempre com a sensação de estar perdido. Perdido não apenas na cidade, mas também dentro de si. Sempre que dava um passeio, sentia-se como se deixasse a si próprio para trás, e entregando-se ao movimento das ruas, reduzido a um olho que vê, conseguia escapar à obrigação de pensar e isto, mais que qualquer outra coisa, trazia-lhe uma certa paz, um salutar vazio interior.
O mundo estava no exterior de si, à sua volta, perante si, e a velocidade com que o mundo mudava impossibilitava-o de se prender por muito tempo a uma única coisa. O movimento era a essência, um acto de por um pé diante do outro e a seguir a errância do seu próprio corpo. Todos os lugares se tornavam semelhantes caminhando assim sem destino, e deixava de ter importância o sitio onde se encontrava.
Nova Iorque era um inesgotável, um labirinto de passos intermináveis, mas independentemente da distancia que percorresse, independentemente de se ter familiarizado com as vizinhanças e as ruas, ficava sempre com a sensação de estar perdido. Perdido não apenas na cidade, mas também dentro de si. Sempre que dava um passeio, sentia-se como se deixasse a si próprio para trás, e entregando-se ao movimento das ruas, reduzido a um olho que vê, conseguia escapar à obrigação de pensar e isto, mais que qualquer outra coisa, trazia-lhe uma certa paz, um salutar vazio interior.O mundo estava no exterior de si, à sua volta, perante si, e a velocidade com que o mundo mudava impossibilitava-o de se prender por muito tempo a uma única coisa. O movimento era a essência, um acto de por um pé diante do outro e a seguir a errância do seu próprio corpo. Todos os lugares se tornavam semelhantes caminhando assim sem destino, e deixava de ter importância o sitio onde se encontrava.
Nos seus melhores passeios, conseguia atingir o sentimento de que não estava em sítio algum. Nova Iorque era esse nenhures que havia construído à volta de si mesmo, e apercebeu-se que não tencionava andandonar aquela cidade nunca."
Paul Auster, Trilogia de Nova Iorque, Cidade de Vidro, Ed. Asa
Cantarolando e aldrabando Sinatra : "My kind of town, NY is... my kind of town". 2009 e mais nada!
Etiquetas: NYILY
21 agosto 2008
Un Jour d'Été
Breviário das más inclinações
Dos “habitantes genuínos” de terras profundas de Carrazeda de Ansiães aos nativos de Vilarinhos dos Loivos (vide, Breviário das Más Inclinações, Ed. Asa, 1994), não haverá certamente muita diferença.
Na opinião deste douto jornalista, há em Carrazeda de Ansiães (que raio de sítio para se fazer um festival!?) “habitantes genuínos sobretudo mulheres” dotados de uma capacidade musical acima de média: até vão assistir a concertos de música medieva, imagine-se!
A mestria da coisa é que não se trata de falar de festivais organizados pelos os sacanas dos galegos! Esses, os galegos, são tendeiros e azeiteiros que não percebem nada de música, só corridos a "cacetes de pau presos a cinco mastins por longas arreatas"! Falamos sim dos "habitantes genuínos" e da "elite local" (com a devida vénia). E cuidado com a elite local de Carrazeda meus amigos. Falamos dos legatários do Conde de Abranhos e do amigo Zagalo, esses nobres hidalgos nunca se contentariam com um qualquer agrupamento vocal de fundo do lagar…
Era ouvir as meninas a desafinar e assistir à indignação dos “genuínos habitantes”, desatando a uivar pelos montes e pedreiras enquanto a elite local, essa tonal estirpe imaculada, se degustaria com as vísceras dos organizadores do evento, dependurados da asna dos telhados, reluzindo como porcos antes de serem espartilhados! Era assim que se fazia aos galegos e foi assim que ficámos com o Condado. Era dar de pau de arruda e desatar a bater na na mãe!
A mestria da coisa é que não se trata de falar de festivais organizados pelos os sacanas dos galegos! Esses, os galegos, são tendeiros e azeiteiros que não percebem nada de música, só corridos a "cacetes de pau presos a cinco mastins por longas arreatas"! Falamos sim dos "habitantes genuínos" e da "elite local" (com a devida vénia). E cuidado com a elite local de Carrazeda meus amigos. Falamos dos legatários do Conde de Abranhos e do amigo Zagalo, esses nobres hidalgos nunca se contentariam com um qualquer agrupamento vocal de fundo do lagar…
Era ouvir as meninas a desafinar e assistir à indignação dos “genuínos habitantes”, desatando a uivar pelos montes e pedreiras enquanto a elite local, essa tonal estirpe imaculada, se degustaria com as vísceras dos organizadores do evento, dependurados da asna dos telhados, reluzindo como porcos antes de serem espartilhados! Era assim que se fazia aos galegos e foi assim que ficámos com o Condado. Era dar de pau de arruda e desatar a bater na na mãe!
Depois de ler este artigo e de saber das vossas aventuras pelo reino de Carrazeda, folgo em saber que gozam de boa saúde minhas amigas! Não fora o cházinho de perpétua roxa, as vestes majestosi e vossas incrédulas vozes, essas referências à ímpia Hildegard Von Bingen já teriam justificado o Tractatus de Sacramento Altaris, à moda tuga: o assento no pelourinho lá da praça. E depois era só chamar os "habitantes genuínos" ... era um tal de arrear as cordas, apre!
18 agosto 2008
O famoso Adágio para Cordas de Samuel Barber interpretado pelo Accentus Chamber Music. A disposição dos naipes, a maestrina, a ausência de partituras, a tessitura e ausência de vibrato no soprano... o alto sublime, tal como os baixos e tenor, sugestões para a nova temporada 2008-2009. E por cá, quando, ou melhor e por cá, quem?
13 agosto 2008
E por cá, quando?
12 agosto 2008
Everything that happens...

Depois da parceria de luxo My Life In The Bush Of Ghosts (1981), eis o aguardado reencontro de David Byrne com Brian Eno. Everything That Happens Will Happen Today será o título do álbum que terá data de edição a 18 de Agosto, até lá já é possível fazer o download gratuito do tema Strange Overtones aqui.
11 agosto 2008
O Triunfo da Estética
É impossível resistir à febre das Olimpíadas! Em conversa com uns amigos, enquanto assistíamos a um jogo de esgrima, comentávamos o culto das Olimpíadas e a forma como os Jogos se caracterizavam nos diferentes contextos geopolíticos do Século XX. Quem não se recorda dos duelos de medalhas entre a antiga URSS e os EUA? Quem não se recorda das épicas vitórias dos nossos maratonistas, dos hinos, canções, mascotes e logótipos?
Já para não falar dos maravilhosos cartazes que serviram de suporte iconográfico às olimpíadas da era moderna!
Mas é curioso constatar que a “cambalhota geopolítica” continua a ser a modalidade mais medalhada da história dos jogos.
“Um Mundo. Um sonho”, serve de lema aos Jogos de Pequim 2008, mas será que o mundo quererá mesmo seguir os “sonhos” da República Popular da China? Estaremos ávidos de seguir o pesadelo da invasão tibetana, os sucessivos atentados às mais elementares formas de respeito e dignificação dos Direitos Humanos?
Pequim é de tal forma imperial que nada poderá correr mal! Optamos por boicotar o desporto ou enfatizar nos jogos o triunfo dos embustes e a magnitude dos enfeites? Os monumentos nacionais chineses estão alindados para os Jogos Olímpicos, a praça de Tiananmen enfeitou-se com dois jardins alusivos às provas olímpicas e até os realizadores mais conceituados aderiram à prova da estafeta! Da propaganda do século XX ao marketing político do século XXI? De Leni Riefenstahl a Zhang Yimou, do Triunfo da Vontade ao Herói (?), salientamos a opção de Steven Spielberg que abandonou a “equipa” das cerimónias em protesto contra o apoio chinês ao governo do Sudão, marcado pelo conflito no Darfur.
Mais curioso é ainda o silêncio e circunspecção, (eu diria mesmo inépcia) do Comité Olímpico Internacional (COI) e da Comunidade internacional em geral, no que concerne à questão Tibetana. A verdade é que a realização dos Jogos nunca será pacífica, mas a escolha da China denuncia o xeque mate mais triste do xadrez político dos tempos modernos!
A ideia passa pois por ignorar, tanto quanto possível, o “compromisso geopolítico”, e enfatizar o prazer de assistir aos verdadeiros Atletas em competição, às modalidades que resistiram ao Liceu de Aristóteles e às alegorias de Platão, à beleza dos corpos em movimento, ao rigor e brio na execução, à estética associada aos jogos!
Enfatizemos pois a estética sobre as malhas da política!
Let the games run free...
Mas é curioso constatar que a “cambalhota geopolítica” continua a ser a modalidade mais medalhada da história dos jogos.
“Um Mundo. Um sonho”, serve de lema aos Jogos de Pequim 2008, mas será que o mundo quererá mesmo seguir os “sonhos” da República Popular da China? Estaremos ávidos de seguir o pesadelo da invasão tibetana, os sucessivos atentados às mais elementares formas de respeito e dignificação dos Direitos Humanos?
Pequim é de tal forma imperial que nada poderá correr mal! Optamos por boicotar o desporto ou enfatizar nos jogos o triunfo dos embustes e a magnitude dos enfeites? Os monumentos nacionais chineses estão alindados para os Jogos Olímpicos, a praça de Tiananmen enfeitou-se com dois jardins alusivos às provas olímpicas e até os realizadores mais conceituados aderiram à prova da estafeta! Da propaganda do século XX ao marketing político do século XXI? De Leni Riefenstahl a Zhang Yimou, do Triunfo da Vontade ao Herói (?), salientamos a opção de Steven Spielberg que abandonou a “equipa” das cerimónias em protesto contra o apoio chinês ao governo do Sudão, marcado pelo conflito no Darfur.
Mais curioso é ainda o silêncio e circunspecção, (eu diria mesmo inépcia) do Comité Olímpico Internacional (COI) e da Comunidade internacional em geral, no que concerne à questão Tibetana. A verdade é que a realização dos Jogos nunca será pacífica, mas a escolha da China denuncia o xeque mate mais triste do xadrez político dos tempos modernos!
A ideia passa pois por ignorar, tanto quanto possível, o “compromisso geopolítico”, e enfatizar o prazer de assistir aos verdadeiros Atletas em competição, às modalidades que resistiram ao Liceu de Aristóteles e às alegorias de Platão, à beleza dos corpos em movimento, ao rigor e brio na execução, à estética associada aos jogos!
Enfatizemos pois a estética sobre as malhas da política!
Let the games run free...
06 agosto 2008
My Zune!
No dia em que a rapaziada do Stereogum decidiu fazer um post alusivo ao Zune da Microsoft (Joy Division Zune), adquiri o meu próprio Zune, também ele preto, também ele lindo, e todo ele MEU!Graças ao amigo JBraZune e à sua "Zune connection" que envolve máfias micro-tugas radicadas na West Coast dos EUA, tenho na minha posse o meu Zune. Seguindo o exemplo do João e da Stereogum, ponho a hipótese de personalizar o dito! Hum... acho que tenho de ir ao Funlab de Alvalade!
Agora a sério, obrigada JBraZune you're the top!
04 agosto 2008
Sine(s)rgias
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