31 dezembro 2008
"It's Gonna Be a Good Year" Um brinde!
The Walkman, In the New Year
Oh, I’m still living
At the old address
And I’m waiting on the weather
That I know will pass
I know that it’s true
It’s gonna be a good year
Out of the darkness
And into the fire
I tell you I love you
And my heart’s in the strangest place
That’s how it started
And that’s how it ends
Well I know you’re with me
It’s a point of pride
And it’s louder than lightning
In this room of mine
Oh, I’m just like you
I never hear the bad news
And I never will
We won by a landslide
Our troubles are over
My sisters are married to all of my friends
Yeah, that’s how it started
You took your sweet time
And I waited by without complaint
Til all the pipe dreams made me insane
So it’s all over
It’s all over anyhow
You took your sweet time
Finally, I opened my eyes
My friends and my family
They are asking of me:
“How long will you ramble?
"How long did you say it would be?"
Snow is still falling
I’m almost home
I’ll see you in the new year
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30 dezembro 2008
Zazou 2008
29 dezembro 2008
Who's gonna Save My Soul
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27 dezembro 2008
Alexandra
Feliz aniversário Xana! Aquele abraço.
23 dezembro 2008
A lista '08: XXXV.
1-Fleet Foxes- Fleet Foxes2-Toumani Diabaté- The Mandé Variatios
3-Portishead- Third
4-Nick Cave and the Bad Seeds- Dig Lazarus Dig!!!
5-Beach House- Devotion
6-Man Man- Rabbit Habbits
7-Rokia Traoré- Tchamantché
8-Gang Gang Dance -Saint Dymphna!
9-Stephen-Malkums the Jicks- Real Emotional Trash
10-Calexico- Carried to Dust
11-High Places- High Places
12-David Byrne/Brian Eno- Everything That Happens Will Happen Today
13-Johann Johannssen- Fordlândia
14- Arve Henriksen- Cartography
15-Vampire Weekend-Vampire Weekend
16- Fennesz- Black Sea
17- R.E.M.- Accelerate
18- Why? -Alopecia
19- Spiritualized-Songs In A & E
20- Elbow- The Seldom Seed kid
21- Black Mountain- In the Future
22- The Walkman: You & Me
23- No Age- Nouns
24- Last Shadow Puppets -The Age Of Understatement
25- The Kills- Midnight Boom
26- Ry Cooder- I Flathead
27- TV On The Radio- Dear Science
28- Vivian Girls: Vivian Girls
29- The Faint- Fascination
30- Cut Copy-In Ghost Coulors
31- Quiet Village- Silent Movie
32- Paolo Conte- Psiche
33- Okkervil River- The Stand Ins
34- Mothertongue- Nico Mulhy
35- Foals-Antidotes
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2008. Ano Z.
Portishead, We Carry On, Third
Antevendo os projectos para 2009, fica o melhor deste ano sem dúvida: a Zirmandade! Always on the bright side of life... will carry on.
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22 dezembro 2008
Os temas de 2008.
1-In the New Year- The Walkman2-Your Protector- Fleet Foxes
3- The Rip - Portishead
4-Dounia- Rokia Traoré
5-Gila- Beach House
6-Flume- Bon Iver
7-First Communion- Gang Gang Dance
8-Dig Lazarus Dig!!!- Nick Cave and the Bad Seeds
9-Elyne Road- Toumani Diabaté
10-Mister Jung Stuffed- Man Man
12-Lost Costlines- Okkervile River
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21 dezembro 2008
2008 Maior.
Fica o registo vídeo dos ensaios na sede da Orquestra Metropolitana de Lisboa. A ver até ao fim! Como se canta nas liturgias, “Pousez vous sur le son de mon coeur… "
Em 2008, foram estes os momentos maiores:
2-Gabriel Fauré, Requiem, Coro Ricercare e Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Direcção: Vasco Pearce de Azevedo (Lisboa, S. Roque)
3-Eurico Carrapatoso: Requiem à Memória de Passos Manuel, Coro Ricercare e Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Direcção: Vasco Pearce de Azevedo (Sé de Santarém).
4-Eurico Carrapatoso, Motetos para um Tempo de Alegria, Coro Ricercare, Direcção: Pedro Teixeira, (Évora, Convento dos Remédios),
5-Música Vocal do Século XX, in "Música no Inverno 2008", Coro Ricercare, Direcção: Pedro Teixeira (Évora, Convento dos Remédios).
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20 dezembro 2008
Quince minutos con Kika!
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19 dezembro 2008
2008. Concertos.
1. Niel Young, Alive (Oeiras).
2. Rokia Traoré, FMM (Sines)
3. Animal Collective, Lux (Lisboa)
4. Einstürzende Neubauten, Aula Magna (Lisboa)
5. Michael Gira, Nimas (Lisboa)
6. Dirty Projectors, ZDB (Lisboa)
7. Nick Cave the Bad Seeds, Coliseu (Lisboa)
8.Toumani Diabaté, CCB, (Lisboa)
9. Meredith Monk, CCB (Lisboa)
10. Faiz Ali Faiz, FMM ( Sines)*.*Lamentavelmente apanhámos o concerto a meio.
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18 dezembro 2008
2008. Gourmet.
Ora cá vai disto. A lista Gourmet 2008:1- Syrah, Cortes de Cima, Alentejo, (Tinto):
2- Chaminé, Cortes de Cima, Alentejo (Tinto):
3- Conde da Ervideira, Reserva, Ribeira da Ervideira, Soc. Agrícola, Lda., Alentejo(Tinto):
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17 dezembro 2008
2008. Três em um.
Calexico, Mariachi Aztlan e amigos, Mariachi Luz de Luna e Heart of Gold de Neil Young.
Calexico, Carried to Dust, um dos albuns do ano (no top 10).
México 2008: as férias do ano.
Neil Young (Alive): O concerto... do ano.
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Livros 2008, o lugar na lista.
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16 dezembro 2008
2008. Repeats.
Não, não são de Brooklin, são de Portland e intitulam-se AU. Este é o single "RR Vs D," extraído de Verbs, editado em 2008. Muitos comparam-nos com Philip Glass, , Terry Riley, Animal Collective ou Grizzly Bear. Nós por cá sentimos que as sonoridades remetem aos finais da década de 80. E por isso (hoje não seria este o tema a publicar por aqui) e como forma de agraciar o nosso jantar, aqui vai um post dedicado ao "nosso quarteto" e um Viva! à Diana, à Ju, Mariana, e Mafalda. As bébés de 2008. Estarão elas, daqui a 10 anos a ouvir Wedding Present ou My Bloody Valentine... e a compará-los com o quê?
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Final de Temporada.
Mais um pouco o Corboz tinha a batuta na narina. Agora a sério, a "pedinchice" do costume, alguém me arranja um bilhetinho? 15 dezembro 2008
2008. Os repeats.
2008. Filmes.
1- Este país não é para Velhos- Joel/Ethan Coen
2-Alexandra- Alexander Sukurov
3- Antes que o diabo saiba que morreste- Sidney Lumet
4-A Turma- Laurent Cantet
5-Quatro noites com Ana- Jerzy Skolimowski
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14 dezembro 2008
2008. Poemas para musicar.
Em 2009 o tema será "A Natureza" e, pela parte que nos toca, já há um rol de poemas escritos e compilados. Só falta mesmo o Gui chegar-se à frente e compor o ramalhete ao belo estílo do "(O) Formalismo Matemático em Música Quântica".
Obs: Neste vídeo adoro a parte da vénia dos pequenos cantores, aqui há malta com atitude e com futuro!
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2008. J. M. Le Clézio."Dans la forêt des paradoxes"
Jean-Marie Gustave Le Clézio. Era um nome que apenas conhecia da edição de 1994 da Relógio d'Água "Diego e Frida". Confesso que voltei a folhear este livro antes da viagem ao país de Frida e Diego, sem dar a atenção devida ao nome do autor. Mais tarde a Academia Sueca anuncia o nome escolhido para o Nobel da Literatura: Le Clézio! Surpresa, quando as minhas apostas para o galardão supremo das letras iria para P. Roth. Curiosidade. Corrida às livrarias. Etiquetas: 2008
2008. Os repeats.
A antecipar as listas finais de 2008 Vintage, eis um dos temas que mais rodaram por estes lados: 'Dig, Lazarus, Dig!!!' , Nick Cave & The Bad Seeds, responsável também por um dos albuns de topo do ano. Este vídeo faz as delícias cá da casa, visto e revisto à exaustão, o Senhor não se cansa de me tirar do sério. Com a devida vénia, Nick Cave.
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13 dezembro 2008
Motetos para um tempo de Alegria
1. Jesu dulcis memoria
2. Sis Jesu nostrum gaudium
3. Lais /Tropo
4. Quam bonus
5. Amen
Direcção: Pedro Teixeira
Convento dos Remédios, Évora, 21h30m
Vinhos 2008. Ribatejano What Else?

Reconhecido em 2007 pelo The New York Times como um dos melhores vinhos tintos do mundo, esta produção da Casa Cadaval (Muge, Ribatejo) tem feito as delícias cá da casa, tendo sido incorporado nas mais importantes "provas" vínicolas a gastronómicas de 2008.
This wine is labeled Ribatejano, which is a wine that comes from Ribatejo but doesn’t follow the appellation’s rules. It’s made from an unlikely mixture of grapes, including cabernet sauvignon, pinot noir, alicante bouschet and castelão, a Portuguese grape known in other parts of the country as periquita."NYT.
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12 dezembro 2008
Livros 2008
Iniciamos hoje o "desfile" das melhores pérolas de 2008, misturando o melhor dos vinhos, o melhor do que se editou e leu, os grandes filmes do ano, concertos, e tudo o que "contabilizou" emoções. Começamos pelos livros. A primeira citação vai para Paul Auster que continua a não saber escrever livros maus![in Homem na Escuridão, de Paul Auster, trad. José Vieira de Lima, ASA, 2008, p. 7 /8)]
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10 dezembro 2008
Na tua mão...
Play Misty For Me
"Demos à retrospectiva o título 'Clint Eastwood: Um Homem com Passado' que entendemos adequar-se à sua presença no cinema contemporâneo, a da sua persona cinematográfica e a da sua identidade de fabricante de filmes. A maioria das personagens de Eastwood transporta consigo um passado que,revelado ou não (normalmente é misterioso e elidido ou apenas vagamente indicado), impulsiona o seu presente. A originalidade dos seus filmes como realizador é a de não terem fórmulas e corresponderem a ilusões modernas, trazendo incorporada a tradição do cinema clássico americano. Eastwood seguiu-o como espectador desde a infância numa prática nunca entendida como de cinefilia, mas de facto vivida como tal (qualquer entrevista de Eastwood o revela, mas sempre no modo profundamente instintivo que o distingue de, por exemplo, Scorsese) e integrou-o na sua prática artística. Independente, variado, consequente, Clint Eastwood é o “franco-atirador” que Michael Henry Wilson chama ao título do seu documentário sobre o realizador (igualmente programado neste Ciclo). É um “franco-atirador” do presente do cinema americano, com o consolidado entendimento do seu passado."
08 dezembro 2008
Fade in
Ao Bruno, aquele abraço. Parabéns Puto.
07 dezembro 2008
Liber scriptus proferetur, unde mundus judicetur.
José Saramago, (Apresentação púbica do ensaio sobre a Cegueira)
Depois de ter escutado uma entrevista com José Saramago na passada sexta feira e de ter anuído à tentação consumista da Viagem do Elefante… lá cedi ao filme. Note-se que as expectativas eram nulas. Após um processo inicial de grande curiosidade, aliada à admiração pelo trabalho de Fernando Meirelles e Julianne Moore, vieram as críticas e os comentários dos amigos… motivos vários remeteram o "Ensaio" para hoje.
Após o filme, no automático regresso a casa, é impossível não recolher memórias remetendo-as para especulações estéticas, recordando mestres da pintura, do cinema e da literatura. Memórias de uma leitura distante mas que me causaram um quadro mental estereotipado que dificilmente algum cineasta, pintor ou fotógrafo poderiam reproduzir.
A primeira reacção no final do filme é pois meramente ensaística. E se o romance de Saramago tivesse sido realizado por D. Cronenberg, e se tivesse sido adaptado por Carpenter, David Lynch, ou mesmo Ingmar Bergman? E se a banda sonora contasse a perfeição de P. Glass, ou mesmo a mestria de Alfred Schnittke?
Poderíamos multiplicar os exemplos, mas o que pretendemos verdadeiramente é centrarmo-nos no fenómeno criação/interpretação. A tremenda responsabilidade de Meirelles ao aceitar o desafio de transpor para o cinema a maior alegoria de Saramago talvez tenha viciado a forma e o espaço, sobrevalorizando o recurso a lugares comuns. A história é confinada quase unicamente à Ala dos Cegos, ao invés de recorrer ao caos dantesco que se instala nas cidades e nos Homens. As personagens não são mais do que arquétipos simples, esquecendo o modelo paradigmático humano das personagens do romance de Saramago. Lembro-me após ter terminado a leitura do Ensaio sobre a Cegueira de ter pensado o enorme sofrimento, a enorme angústia que o escritor terá sentido para compor tamanhas e tão tremendas imagens. Sentia-me eu própria angustiada, enojada, assustada, confessando-me e revendo-me quiçá no interior daquele quadro, reproduzindo os mesmos actos hediondos de algumas das figuras humanas retratadas na Cegueira. Esta é a obra que terá ferido, maltratado, malogrado o escritor. Este é um exemplo de como a obra pode levar o criador ao sofrimento, ao desespero. E quando a obra angustia de tal forma aquele que a cria então sim, estamos perante um fenómeno único de criação.
Não é o que acontece neste filme de Meirelles. Contrariamente à excelente adaptação cinematográfica do livro de Jonh le Carré, contrariamente à saga da Cidade de Deus e da Cidade dos Homens, este ensaio não passa disso, um filme-ensaio. Um filme que tenta aproximar-se da obra sem contudo lhe imprimir as texturas da dor. Seja como for, o desconforto suscitado pelo filme de Meireles é suficiente para levar o leitor omisso a devorar o livro de Saramago, o que por si é meritório.
Com efeito, não é fácil transpor para o cinema a obra-prima. Imagine-se a produção cinematográfica perfeita da obra maior de Cervantes? Quem (senão talvez Tarkovsky ou Sukurov) conseguiria filmar o Crime e Castigo sem necessidade de redenção imediata? Que realizador poderia transpor para cinema um Jardim das Delícias à escala de Bosch, que compositor poderia compor em tons imaculados a obra de Caravaggio (embora Derek Jarman tenha feito um excelente trabalho na sua adaptação). A questão é então determinar se é possível imprimir a mesma qualidade estética em duas formas de expressão artística diferentes.
Qualquer que seja a verdade em relação à liberdade e às potencialidades criadoras do “homem/ artista”, a verdade é que nenhum estado de espírito humano pode permanecer inalterado após o acto terrífico de criar.
O acto de criar é pois distinto do acto de interpretar. Após o acto de Criação o espírito humano toma contacto com outros níveis de realidade que de outro modo lhe seriam inacessíveis. Interpretar por vezes, não vai para além da mera percepção dessa realidade.
Criar implica, um sofrimento atroz. Escrevia Herman Hesse “…o artista sofre pois vê terrivelmente e demais…”
Mas de que vale este “sacrifício” do artista/criador se o interprete não está à sua escala?
Dificilmente alguém pode interpretar e contar aos outros o que ele próprio não terá vivido, mas porque não tentar? E Meirelles tentou e tentou bem. A questão é que o Ensaio sobre a Cegueira é uma Criação que terá dilacerado o seu autor e talvez Meirelles não tenha sentido, ainda com tamanha acutilância, o “aguilhão” da condição humana.
Saramago experimentou o ferrão da condição do Homem, nele se consome e dele se isola. O sofrimento e a solidão são fórmulas perfeitas da criação ou seja, aquelas que levam o Homem a interpretar-se e a criar-se a si mesmo.
Etiquetas: Cinema
03 dezembro 2008
Paolo conta!
A adicionar às listas de 2008. Psiche é o novo trabalho de Paolo Conte editado em Setembro deste ano e trata-se "... di un disco fuori ordinanza, uno dei piu’ importanti in assoluto della storia di Paolo Conte.Tra Amore e Psiche il maestro sceglie Psiche perche’ piu’ terrena ma soprattutto perchè ha più storie da raccontare.
Le canzoni contenute nel disco sembrano nate per essere contemplate, come accade davanti ad un bel quadro.
Ricordandoci di un’altra grande passione di Paolo Conte, la pittura, potremmo parlare nel caso di Psiche di canzoni pittoriche."
Etiquetas: Discos
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