31 dezembro 2008

 

"It's Gonna Be a Good Year" Um brinde!

Para o fim fica o melhor. A melhor canção, a melhor letra, o vídeo, a voz! Mas a letra é definitivamete a letra de 2008! Está lá tudo, filha de p*** de letra!
Bom, assim foi ano que passou...
Sem queixume, resta-me enaltecer os amigos! Pela presença, pelos sorrisos e lágrimas, loiríces, palhaçadas, marisqueira chinesa, o copo de vinho, os brindes, as máfias das múZicas, os podcasts, os abraços, os jantares, os silêncios e almoços, as gargalhadas até cair de lado, as longas noites, as pistas de dança, os sms, "aquele abraço", os apupos, os concertos, a plateia, as palmas, os bilhetes oferecidos, Precious moments, Los Muchachos de Kika Bang Bang!!!, as cartas dadaístas de 1998, a praia ao fim da tarde, os mergulhos de madrugada, ao Yoga e à malta do convento. Lá por casa. Aos que partiram e aos que permanecem, enfim vocês sabem quem são!
À Música.
A todos, um excelente ano de 2009!

The Walkman, In the New Year

Oh, I’m still living
At the old address
And I’m waiting on the weather
That I know will pass
I know that it’s true
It’s gonna be a good year
Out of the darkness
And into the fire
I tell you I love you
And my heart’s in the strangest place
That’s how it started
And that’s how it ends
Well I know you’re with me
It’s a point of pride
And it’s louder than lightning
In this room of mine
Oh, I’m just like you
I never hear the bad news
And I never will
We won by a landslide
Our troubles are over
My sisters are married to all of my friends
Yeah, that’s how it started
You took your sweet time
And I waited by without complaint
Til all the pipe dreams made me insane
So it’s all over
It’s all over anyhow
You took your sweet time
Finally, I opened my eyes
My friends and my family
They are asking of me:
“How long will you ramble?
"How long did you say it would be?"
Snow is still falling
I’m almost home
I’ll see you in the new year

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/31/2008 2 Comentários

30 dezembro 2008

 

Zazou 2008

Da Crammed Discs, what else? Hector Zazou! Um dos discos do ano de 2008.

Etiquetas: 2008, Discos


# publicada por Chandra @ 12/30/2008 0 Comentários

29 dezembro 2008

 

Who's gonna Save My Soul



Run [I'm a Natural Disaster] é um tema extraído de "The Odd Couple" da dupla Gnarls Barkley, uma descoberta tardia mas sem dúvida, uma das surpresas de 2008. Trata-se da sequela tão esperada depois do sucesso de “Crazy”. Mas este "The Odd Couple" é muito mais que um lugar na Billboard, é soul reinventado, estonteante, com temas fortes, arrastados na languidez do Soul e na voz que vale milhões do vocalista Cee-Lo. "The Odd Couple" é um desfile de temas quase épicos como é o caso de “Who’s Gonna Safe My Soul”, “Going On” e “Whatever” a fazer lembrar uma possível BSO das últimas tendências estéticas de Tarantino. Para além disso, tem o mérito de ser o primeiro álbum da história da música que integra um tema cujo título foi escrito em homenagem a certas pessoas mais distraídas, you know what i mean, right!? É um facto este Run [I’m a Natural Disaster] pede festa, dança e pulos! Ora escutem e tentem resistir sem dançar, vá! Impossível, não?

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/29/2008 0 Comentários

27 dezembro 2008

 

Alexandra

Feliz aniversário Xana! Aquele abraço.


# publicada por Chandra @ 12/27/2008 2 Comentários

23 dezembro 2008

 

A lista '08: XXXV.

1-Fleet Foxes- Fleet Foxes
2-Toumani Diabaté- The Mandé Variatios
3-Portishead- Third
4-Nick Cave and the Bad Seeds- Dig Lazarus Dig!!!
5-Beach House- Devotion
6-Man Man- Rabbit Habbits
7-Rokia Traoré- Tchamantché
8-Gang Gang Dance -Saint Dymphna!
9-Stephen-Malkums the Jicks- Real Emotional Trash
10-Calexico- Carried to Dust
11-High Places- High Places
12-David Byrne/Brian Eno- Everything That Happens Will Happen Today
13-Johann Johannssen- Fordlândia
14- Arve Henriksen- Cartography
15-Vampire Weekend-Vampire Weekend
16- Fennesz- Black Sea
17- R.E.M.- Accelerate
18- Why? -Alopecia
19- Spiritualized-Songs In A & E
20- Elbow- The Seldom Seed kid
21- Black Mountain- In the Future
22- The Walkman: You & Me
23- No Age- Nouns
24- Last Shadow Puppets -The Age Of Understatement
25- The Kills- Midnight Boom
26- Ry Cooder- I Flathead
27- TV On The Radio- Dear Science
28- Vivian Girls: Vivian Girls
29- The Faint- Fascination
30- Cut Copy-In Ghost Coulors
31- Quiet Village- Silent Movie
32- Paolo Conte- Psiche
33- Okkervil River- The Stand Ins
34- Mothertongue- Nico Mulhy
35- Foals-Antidotes

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/23/2008 2 Comentários
 

2008. Ano Z.


Portishead, We Carry On, Third

Antevendo os projectos para 2009, fica o melhor deste ano sem dúvida: a Zirmandade! Always on the bright side of life... will carry on.

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/23/2008 5 Comentários

22 dezembro 2008

 

Os temas de 2008.

1-In the New Year- The Walkman
2-Your Protector- Fleet Foxes
3- The Rip - Portishead
4-Dounia- Rokia Traoré
5-Gila- Beach House
6-Flume- Bon Iver
7-First Communion- Gang Gang Dance
8-Dig Lazarus Dig!!!- Nick Cave and the Bad Seeds
9-Elyne Road- Toumani Diabaté
10-Mister Jung Stuffed- Man Man
11-Hopscotch Willie- Stephen Malkus & the Jicks
12-Lost Costlines- Okkervile River

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/22/2008 0 Comentários

21 dezembro 2008

 

2008 Maior.

Alguns dos melhores momentos musicais de 2008...
...23 e 24 de Fevereiro de 2008, o ano começa com o concerto do ano: Olivier Messiaen. Claude Samuel Levine interpreta o instrumento mais "curioso" e atípico que escutei até hoje, as Ondas de Martenot. Jean Sébastien-Béreau foi o maestro, e que maestro! Béreau dirigiu o CCUL e a Orquestra Metropolitana de Lisboa e, como se pode ver e ouvir no vídeo que se segue, foram momentos de intensa musicalidade e descoberta sonora!!
Fica o registo vídeo dos ensaios na sede da Orquestra Metropolitana de Lisboa. A ver até ao fim! Como se canta nas liturgias, “Pousez vous sur le son de mon coeur… "

Em 2008, foram estes os momentos maiores:
1- Olivier Messiaen, Trois Petites Liturgies de La Presence Divine, Coro de Câmara da Universidade de Lisboa, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Direcção: Jean-Sébastien Béreau (Lisboa, Grande Auditório da Culturgest)
2-Gabriel Fauré, Requiem, Coro Ricercare e Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Direcção: Vasco Pearce de Azevedo (Lisboa, S. Roque)
3-Eurico Carrapatoso: Requiem à Memória de Passos Manuel, Coro Ricercare e Orquestra Sinfonietta de Lisboa, Direcção: Vasco Pearce de Azevedo (Sé de Santarém).
4-Eurico Carrapatoso, Motetos para um Tempo de Alegria, Coro Ricercare, Direcção: Pedro Teixeira, (Évora, Convento dos Remédios),
5-Música Vocal do Século XX, in "Música no Inverno 2008", Coro Ricercare, Direcção: Pedro Teixeira (Évora, Convento dos Remédios).

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/21/2008 0 Comentários

20 dezembro 2008

 

Quince minutos con Kika!

Tenga cuidado, tener miedo mucho miedo, Kika regresó a la ciudad!
Kika? Pero en última instancia, qui es Kika?
Bueno, Kika es amiga de Zapata, de la Revolution, de la danza, y el Rock corre en sus venas.
Kika odia a los pies de plomo y la gente no sabe sonreír, Kika le gusta la gente animada y con musicalidad en su vida, esta es la verdad!
Hoy ella danza, danza, danza.
Kika hay elegido sus temas favoritos de 2008. Aquí está la lista de Kika, revestida de la orden de playlist y no en orden de su preferencia.
Kika hoy tiene sus quince minutos de fama, à la duzia que es la más barato:
1-Antillas- El Guincho*
2- Brother Sport- Animal Colective
3- First Communion- Gang Gang Dance
4- Mister Jung Stuffed- Man Man
5-Bang Bang Eche – 4 To The Floor
6- You Lie you Cheat- Spiritualized
7- Hopscotch Willie- Stephen Malkmus & The Jicks
8- A- Punk- Vampire Weekend
9- Gamma Ray- Beck
10-Cheap And Cheerful- The Kills
11- Tell the World- Vivian Girls
12- Inspiration- Calexico

*La primera puede tener un perninha en 2007, dejar ir, no passa nada, no se puede ser muy técnicista, verdad?

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/20/2008 3 Comentários

19 dezembro 2008

 

2008. Concertos.

Os concertos de 2008:
1. Niel Young, Alive (Oeiras).
2. Rokia Traoré, FMM (Sines)
3. Animal Collective, Lux (Lisboa)
4. Einstürzende Neubauten, Aula Magna (Lisboa)
5. Michael Gira, Nimas (Lisboa)
6. Dirty Projectors, ZDB (Lisboa)
7. Nick Cave the Bad Seeds, Coliseu (Lisboa)
8.Toumani Diabaté, CCB, (Lisboa)
9. Meredith Monk, CCB (Lisboa)
10. Faiz Ali Faiz, FMM ( Sines)*.*Lamentavelmente apanhámos o concerto a meio.

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/19/2008 0 Comentários

18 dezembro 2008

 

2008. Gourmet.

Ora cá vai disto. A lista Gourmet 2008:


1- Syrah, Cortes de Cima, Alentejo, (Tinto):
"Este vinho foi produzido exclusivamente a partir da casta Syrah. Envelhecido durante 7 meses em barricas de carvalho francês e americano até altura do engarrafamento sem filtração em Julho de 2005. "
2- Chaminé, Cortes de Cima, Alentejo (Tinto):
"Atraente cor vermelha. Aroma perfumado de fruta vermelha madura envolvida por agradáveis notas de fumado e especiarias, que oferecem complexidade ao vinho. Muito suave e redondo no paladar, com fruta generosa e textura elegante."
3- Conde da Ervideira, Reserva, Ribeira da Ervideira, Soc. Agrícola, Lda., Alentejo(Tinto):
"Apresenta aromas de compotas de frutos vermelhos, complexados pela madeira. É aveludado, tem boa estrutura e excelentes taninos."
4- Catapereiro, Reserva, Companhia das Lezírias, Benavente, Ribatejo (Tinto)
É de origem demarcada, ou não fora da região da lezíria ribatejana! Vinho obtido pela fermentação das castas regionais com predominância do Castelão, apresenta uma originalidade e tipicidade do terreno e do clima que lhe deu origem (claro). Deve ser servido a uma temperatura de 16-18ºC.
5-Padre Pedro, Casa Cadaval, Ribatejo, (Tinto).
Vide infra.
Notas de produção:
Escolha feita na óptica do "mero utilizador", note-se. Estes foram os vinhos que fizeram história e "deram corpo" às grandes jantaradas do ano. Da Ervideira dos jantares na Caparica House, ao Il Vino no Campo Pequeno, a esplanada no verão e rescaldo de inverno.
Advertência: não consumir os primeiros dois vinhos da lista em excesso, sobretudo para potenciais espectadores de concertos em parques de estacionamento.

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/18/2008 11 Comentários

17 dezembro 2008

 

2008. Três em um.



Calexico, Mariachi Aztlan e amigos, Mariachi Luz de Luna e Heart of Gold de Neil Young.

Calexico, Carried to Dust, um dos albuns do ano (no top 10).

México 2008: as férias do ano.

Neil Young (Alive): O concerto... do ano.

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/17/2008 0 Comentários
 

Livros 2008, o lugar na lista.

1- Mr. Vertigo, Paul Auster, trad. José Vieira de Lima, Asa 2008.
2- Um Homem na Escuridão, Paul Auster, trad. José Vieira de Lima, Asa 2008.
3- Crónica de um Pássaro de Corda, Haruki Marukami, Casa das Letras, trad. Maria João Lourenço, Ofícina do Livro, 2006.
4- Paris, Julieen Green, trad. Carlos Vaz Marques, Tinta da China 2008.
5- Contos Completos, Truman Capote, Trad. José Vieira de Lima, Asa, 2008.
Finalmente a lista... pouco consensual na escala hierárquica e tremenda em termos de escolha. Trata-se de uma lista atípica. Com efeito, o lugar de topo vai para um dos primeiros livros de Paul Auster cuja leitura me escapou em tempos. Reeditado pela ASA em 2008, Mr. Vertigo foi um dos livros que mais aqueceu o coração num 2008 frio e, por vezes, estupidamente cruel. "Um livro que ensina a voar", parafraseando as palavras da grande amiga AM, que partilha o mesmo fascínio pelo autor! Gracioso, belo e comovente. O autor da "Música do Acaso", o "Palácio da Lua", "Trilogia de Nova Iorque", "Timbucktu" (alguns dos livros de sempre, alguns dos melhores títulos de Auster) continua a "dar cartas" em 2008. E depois, o fenómeno estranho do ano: Haruki Marukami. A leitura de Marukami também foi aconselhada pela amiga que é fã de Auster. Ok, por que não?- pensei. As referências eram boas, a história e críticas aliciantes. Foi livro do dia na Feira do Livro (a preço convidativo) e foi lido em Junho com fervor e algum desconforto. Trata-se da leitura mais estranha e mais fascinante de 2008. Em bom rigor, não tendo sido editado em 2008, a Crónica do Pássaro de Corda merece, pelo que simboliza e por aquilo que ainda não consigo explicar, o lugar de bronze.
Quem é apaixonado por Paris não pode deixar de ler Julieen Green. É ler e sentir o vento frio de inverno, enfiar as mãos nos bolsos do casaco, enrolar o cachecol à volta do pescoço e sonhar com a cidade da luz, as margens do Sena, o cheiro a alfarrabistas e o café em Montparnasse. Por fim, Truman Capote. Embora a leitura dos Contos não esteja completa, uma vez que foi iniciada só este fim de semana, a coisa já é de tal forma forma viciante que justifica o lugar na lista.

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/17/2008 0 Comentários

16 dezembro 2008

 

2008. Repeats.

Não, não são de Brooklin, são de Portland e intitulam-se AU. Este é o single "RR Vs D," extraído de Verbs, editado em 2008. Muitos comparam-nos com Philip Glass, , Terry Riley, Animal Collective ou Grizzly Bear. Nós por cá sentimos que as sonoridades remetem aos finais da década de 80. E por isso (hoje não seria este o tema a publicar por aqui) e como forma de agraciar o nosso jantar, aqui vai um post dedicado ao "nosso quarteto" e um Viva! à Diana, à Ju, Mariana, e Mafalda. As bébés de 2008. Estarão elas, daqui a 10 anos a ouvir Wedding Present ou My Bloody Valentine... e a compará-los com o quê?

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/16/2008 4 Comentários
 

Final de Temporada.

Mais um pouco o Corboz tinha a batuta na narina. Agora a sério, a "pedinchice" do costume, alguém me arranja um bilhetinho?

# publicada por Chandra @ 12/16/2008 6 Comentários

15 dezembro 2008

 

2008. Os repeats.


Antes das listas finas dos grandes títulos de 2008, não poderia deixar de ser referida a grande edição do ano. Da velhinha 4AD, "Fordlândia", mais uma obra prima de Jóhann Jóhannsson.
Maravilhoso.

# publicada por Chandra @ 12/15/2008 0 Comentários
 

2008. Filmes.

Agora sim, a primeira lista do ano. Os filmes:

1- Este país não é para Velhos- Joel/Ethan Coen
2-Alexandra- Alexander Sukurov
3- Antes que o diabo saiba que morreste- Sidney Lumet
4-A Turma- Laurent Cantet
5-Quatro noites com Ana- Jerzy Skolimowski

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/15/2008 0 Comentários

14 dezembro 2008

 

2008. Poemas para musicar.

Trata-se de um dos maiores privilégios do ano. Escrever um conjunto de poemas para musicar, convidando os "meninos e meninas" a cantar . Eis as delícias de 2008, a apresentação da EMCN, interpretanto um poema de Eugénio de Andrade com música de Carlos Garcia.


Em 2009 o tema será "A Natureza" e, pela parte que nos toca, já há um rol de poemas escritos e compilados. Só falta mesmo o Gui chegar-se à frente e compor o ramalhete ao belo estílo do "(O) Formalismo Matemático em Música Quântica".

Obs: Neste vídeo adoro a parte da vénia dos pequenos cantores, aqui há malta com atitude e com futuro!

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/14/2008 0 Comentários
 

2008. J. M. Le Clézio."Dans la forêt des paradoxes"

Jean-Marie Gustave Le Clézio. Era um nome que apenas conhecia da edição de 1994 da Relógio d'Água "Diego e Frida". Confesso que voltei a folhear este livro antes da viagem ao país de Frida e Diego, sem dar a atenção devida ao nome do autor. Mais tarde a Academia Sueca anuncia o nome escolhido para o Nobel da Literatura: Le Clézio! Surpresa, quando as minhas apostas para o galardão supremo das letras iria para P. Roth. Curiosidade. Corrida às livrarias.
Após ter devorado o Índio Branco (Fenda, 2008) que merece destaque no top 5 dos livros do ano, escutei o discurso que Le Clézio proferiu em Estocolmo aquando da conferência de aceitação.
O maravilhoso discurso que enaltece grandes nomes da literatura universal (de Cervantes a S. Dagerman) intitula-se "Dans la Fôret des paradoxes". Trata-se de um dos mais belos discursos de sempre, pronunciado três dias antes da data em que se celebra internacionalmente os Direitos Humanos. O discurso merece ser escutado na íntegra aqui.
São 40 minutos de discurso que vale a pena ouvir claro está, se não tiverem nada mais interessante para fazer. Eu não tinha e depois de ter escutado o dito, posso garantir-vos que vale a pena não ter nada de mais interessante para fazer! Estou rendida a este discurso que escutei já pela segunda vez e que começa assim:


«Pourquoi écrit-on? J’imagine que chacun a sa réponse à cette simple question. Il y a les prédispositions, le milieu, les circonstances. Les incapacités aussi. Si l’on écrit, cela veut dire que l’on n’agit pas. Que l’on se sent en difficulté devant la réalité, que l’on choisit un autre moyen de réaction, une autre façon de communiquer, une distance, un temps de réflexion.»

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/14/2008 0 Comentários
 

2008. Os repeats.



A antecipar as listas finais de 2008 Vintage, eis um dos temas que mais rodaram por estes lados: 'Dig, Lazarus, Dig!!!' , Nick Cave & The Bad Seeds, responsável também por um dos albuns de topo do ano. Este vídeo faz as delícias cá da casa, visto e revisto à exaustão, o Senhor não se cansa de me tirar do sério. Com a devida vénia, Nick Cave.

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/14/2008 0 Comentários

13 dezembro 2008

 

Motetos para um tempo de Alegria

Eborae Mvsica e Coro Ricercare apresentam a estreia absoluta dos Motetes para um tempo de Alegria de Eurico Carrapatoso, composto no Verão de 2008 in memoriam Cónego José Augusto Alegria.

1. Jesu dulcis memoria
2. Sis Jesu nostrum gaudium
3. Lais /Tropo
4. Quam bonus
5. Amen

Direcção: Pedro Teixeira
Convento dos Remédios, Évora, 21h30m

# publicada por Chandra @ 12/13/2008 0 Comentários
 

Vinhos 2008. Ribatejano What Else?


Reconhecido em 2007 pelo The New York Times como um dos melhores vinhos tintos do mundo, esta produção da Casa Cadaval (Muge, Ribatejo) tem feito as delícias cá da casa, tendo sido incorporado nas mais importantes "provas" vínicolas a gastronómicas de 2008.
Após cuidadosa vinificação, estagiou 8 meses em meias pipas de carvalho nacional do que resulta um equilíbrio entre a Madeira e os frutos vermelhos.
Para ser bebido enquanto jovem.
Região: Ribatejo
Tipo de Vinho: Tinto
Produtor/Engarrafador: Casa Cadaval, Ribatejo
Castas: 50% Castelão Francês
Teor Alcoólico: 13.º
Excelente acompanhamento para Lasagna Verde de Soja com Manjericão fresco e Basílico.
Ribatejano, what else?
"Our No. 1 wine, the 2002 Padre Pedro from Casa Cadaval in the Ribatejo region of Portugal, is a case in point. This wine indeed had personality, with cherry fruit, spice and smoke flavors and enough tannin to give it structure. Alas, the Padre Pedro may be hard to find now, because Casa Cadaval has changed importers since this vintage. But in general Portugal is an excellent source for good, inexpensive wines, especially those from the Douro and those, like the Padre Pedro, from the Ribatejo region.
This wine is labeled Ribatejano, which is a wine that comes from Ribatejo but doesn’t follow the appellation’s rules. It’s made from an unlikely mixture of grapes, including cabernet sauvignon, pinot noir, alicante bouschet and castelão, a Portuguese grape known in other parts of the country as periquita."NYT.

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/13/2008 2 Comentários

12 dezembro 2008

 

Livros 2008

Iniciamos hoje o "desfile" das melhores pérolas de 2008, misturando o melhor dos vinhos, o melhor do que se editou e leu, os grandes filmes do ano, concertos, e tudo o que "contabilizou" emoções. Começamos pelos livros. A primeira citação vai para Paul Auster que continua a não saber escrever livros maus!
E como 2008 foi o ano das "noites claras", eis a citação de hoje após termos terminado o "Homem na Escuridão" ontem à "clara" da noite.

«Sozinho na escuridão, revolvo o mundo na minha cabeça enquanto me debato com mais uma insónia, com mais uma noite em branco na imensidão da natureza selvagem da América. (...)
A noite ainda é uma criança e, enquanto para aqui estou deitado na cama, perscrutando a escuridão, uma escuridão tão negra que nem consigo ver o tecto, ponho-me a recordar a história que comecei a noite passada. É o que eu faço quando o sono se recusa a vir. Deixo-me ficar deitado na cama e conto-me histórias. Podem não ser nada de especial, mas, enquanto estou dentro delas, impedem-me de pensar nas coisas que preferiria esquecer.»
[in Homem na Escuridão, de Paul Auster, trad. José Vieira de Lima, ASA, 2008, p. 7 /8)]

Etiquetas: 2008


# publicada por Chandra @ 12/12/2008 0 Comentários

10 dezembro 2008

 

Na tua mão...

É português. Vive e trabalha no Reino Unido. Nuno Silva interprete e autor da coreografia que comoveu o fado. Perfeito! Obrigada Nuno... nunca o fado dançou assim!


# publicada por Chandra @ 12/10/2008 4 Comentários
 

Play Misty For Me

Mais uma grande iniciativa da Cinemateca Portuguesa, a retrospectiva "Clint Eastwood: Um Homem com Passado" decorre entre 11 de Dezembro de 2008 e 12 de Março de 2009. Eis Programa. Nota: Dirty Harry já para a semana.

"Demos à retrospectiva o título 'Clint Eastwood: Um Homem com Passado' que entendemos adequar-se à sua presença no cinema contemporâneo, a da sua persona cinematográfica e a da sua identidade de fabricante de filmes. A maioria das personagens de Eastwood transporta consigo um passado que,revelado ou não (normalmente é misterioso e elidido ou apenas vagamente indicado), impulsiona o seu presente. A originalidade dos seus filmes como realizador é a de não terem fórmulas e corresponderem a ilusões modernas, trazendo incorporada a tradição do cinema clássico americano. Eastwood seguiu-o como espectador desde a infância numa prática nunca entendida como de cinefilia, mas de facto vivida como tal (qualquer entrevista de Eastwood o revela, mas sempre no modo profundamente instintivo que o distingue de, por exemplo, Scorsese) e integrou-o na sua prática artística. Independente, variado, consequente, Clint Eastwood é o “franco-atirador” que Michael Henry Wilson chama ao título do seu documentário sobre o realizador (igualmente programado neste Ciclo). É um “franco-atirador” do presente do cinema americano, com o consolidado entendimento do seu passado."

# publicada por Chandra @ 12/10/2008 0 Comentários

08 dezembro 2008

 

Fade in

Ao Bruno, aquele abraço. Parabéns Puto.


# publicada por Chandra @ 12/08/2008 0 Comentários

07 dezembro 2008

 

Liber scriptus proferetur, unde mundus judicetur.

"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."
José Saramago, (Apresentação púbica do ensaio sobre a Cegueira)

Depois de ter escutado uma entrevista com José Saramago na passada sexta feira e de ter anuído à tentação consumista da Viagem do Elefante… lá cedi ao filme. Note-se que as expectativas eram nulas. Após um processo inicial de grande curiosidade, aliada à admiração pelo trabalho de Fernando Meirelles e Julianne Moore, vieram as críticas e os comentários dos amigos… motivos vários remeteram o "Ensaio" para hoje.
Após o filme, no automático regresso a casa, é impossível não recolher memórias remetendo-as para especulações estéticas, recordando mestres da pintura, do cinema e da literatura. Memórias de uma leitura distante mas que me causaram um quadro mental estereotipado que dificilmente algum cineasta, pintor ou fotógrafo poderiam reproduzir.
A primeira reacção no final do filme é pois meramente ensaística. E se o romance de Saramago tivesse sido realizado por D. Cronenberg, e se tivesse sido adaptado por Carpenter, David Lynch, ou mesmo Ingmar Bergman? E se a banda sonora contasse a perfeição de P. Glass, ou mesmo a mestria de Alfred Schnittke?
Poderíamos multiplicar os exemplos, mas o que pretendemos verdadeiramente é centrarmo-nos no fenómeno criação/interpretação. A tremenda responsabilidade de Meirelles ao aceitar o desafio de transpor para o cinema a maior alegoria de Saramago talvez tenha viciado a forma e o espaço, sobrevalorizando o recurso a lugares comuns. A história é confinada quase unicamente à Ala dos Cegos, ao invés de recorrer ao caos dantesco que se instala nas cidades e nos Homens. As personagens não são mais do que arquétipos simples, esquecendo o modelo paradigmático humano das personagens do romance de Saramago. Lembro-me após ter terminado a leitura do Ensaio sobre a Cegueira de ter pensado o enorme sofrimento, a enorme angústia que o escritor terá sentido para compor tamanhas e tão tremendas imagens. Sentia-me eu própria angustiada, enojada, assustada, confessando-me e revendo-me quiçá no interior daquele quadro, reproduzindo os mesmos actos hediondos de algumas das figuras humanas retratadas na Cegueira. Esta é a obra que terá ferido, maltratado, malogrado o escritor. Este é um exemplo de como a obra pode levar o criador ao sofrimento, ao desespero. E quando a obra angustia de tal forma aquele que a cria então sim, estamos perante um fenómeno único de criação.
Não é o que acontece neste filme de Meirelles. Contrariamente à excelente adaptação cinematográfica do livro de Jonh le Carré, contrariamente à saga da Cidade de Deus e da Cidade dos Homens, este ensaio não passa disso, um filme-ensaio. Um filme que tenta aproximar-se da obra sem contudo lhe imprimir as texturas da dor. Seja como for, o desconforto suscitado pelo filme de Meireles é suficiente para levar o leitor omisso a devorar o livro de Saramago, o que por si é meritório.
Com efeito, não é fácil transpor para o cinema a obra-prima. Imagine-se a produção cinematográfica perfeita da obra maior de Cervantes? Quem (senão talvez Tarkovsky ou Sukurov) conseguiria filmar o Crime e Castigo sem necessidade de redenção imediata? Que realizador poderia transpor para cinema um Jardim das Delícias à escala de Bosch, que compositor poderia compor em tons imaculados a obra de Caravaggio (embora Derek Jarman tenha feito um excelente trabalho na sua adaptação). A questão é então determinar se é possível imprimir a mesma qualidade estética em duas formas de expressão artística diferentes.
Qualquer que seja a verdade em relação à liberdade e às potencialidades criadoras do “homem/ artista”, a verdade é que nenhum estado de espírito humano pode permanecer inalterado após o acto terrífico de criar.
O acto de criar é pois distinto do acto de interpretar. Após o acto de Criação o espírito humano toma contacto com outros níveis de realidade que de outro modo lhe seriam inacessíveis. Interpretar por vezes, não vai para além da mera percepção dessa realidade.
Criar implica, um sofrimento atroz. Escrevia Herman Hesse “…o artista sofre pois vê terrivelmente e demais…”
Mas de que vale este “sacrifício” do artista/criador se o interprete não está à sua escala?
Dificilmente alguém pode interpretar e contar aos outros o que ele próprio não terá vivido, mas porque não tentar? E Meirelles tentou e tentou bem. A questão é que o Ensaio sobre a Cegueira é uma Criação que terá dilacerado o seu autor e talvez Meirelles não tenha sentido, ainda com tamanha acutilância, o “aguilhão” da condição humana.
Saramago experimentou o ferrão da condição do Homem, nele se consome e dele se isola. O sofrimento e a solidão são fórmulas perfeitas da criação ou seja, aquelas que levam o Homem a interpretar-se e a criar-se a si mesmo.

Etiquetas: Cinema


# publicada por Chandra @ 12/07/2008 0 Comentários

03 dezembro 2008

 

Paolo conta!

A adicionar às listas de 2008. Psiche é o novo trabalho de Paolo Conte editado em Setembro deste ano e trata-se "... di un disco fuori ordinanza, uno dei piu’ importanti in assoluto della storia di Paolo Conte.
Tra Amore e Psiche il maestro sceglie Psiche perche’ piu’ terrena ma soprattutto perchè ha più storie da raccontare.
Le canzoni contenute nel disco sembrano nate per essere contemplate, come accade davanti ad un bel quadro.
Ricordandoci di un’altra grande passione di Paolo Conte, la pittura, potremmo parlare nel caso di Psiche di canzoni pittoriche
."

Etiquetas: Discos


# publicada por Chandra @ 12/03/2008 0 Comentários

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Subscrever Mensagens [Atom]


Hiperligações

  • KEXP 90.3 FM Seattle
  • Zune Arts
  • Sterogum
  • Little Radio
  • Pitchfork

Arquivos

  • outubro 2006
  • novembro 2006
  • dezembro 2006
  • janeiro 2007
  • fevereiro 2007
  • março 2007
  • abril 2007
  • maio 2007
  • junho 2007
  • julho 2007
  • agosto 2007
  • setembro 2007
  • outubro 2007
  • novembro 2007
  • dezembro 2007
  • janeiro 2008
  • fevereiro 2008
  • março 2008
  • abril 2008
  • maio 2008
  • junho 2008
  • julho 2008
  • agosto 2008
  • setembro 2008
  • outubro 2008
  • novembro 2008
  • dezembro 2008
  • janeiro 2009
  • fevereiro 2009
  • março 2009
  • abril 2009
  • maio 2009
  • junho 2009
  • julho 2009
  • agosto 2009

jukebox
(Broadcasting From Home)