30 junho 2008
Country Boogie
Com a edição de I, Flathead, Ry Cooder encerra a trologia Californiana (temas da série Kash Buk) cujos primeiros capítulos são Chavez Ravine (2005) e My Name Is Buddy (2007). A editora Nonesuch, adianta três temas deste I, Flathead, inteiramente produzido por Cooder. A audição dos temas Drive like I Never Been Hurt; Waitin for some Girl e Pink-O Boogie, remete-nos para o "Country Boogie and western Sing" ou não fora este o habitat natural da virtuosa iguana Cooder."Get in the vehicle and play this thing loud and drive, where to I don't much care."
Kash Buk
Drive on!
Etiquetas: Discos
28 junho 2008
Em português
Rabih Abou-Khalil oud, composerRicardo Ribeiro vocals
Luciano Biondini accordion
Michel Godard tuba, serpent, bass
Jarrod Cagwin drums, percussion
Enja Records
Etiquetas: Discos
27 junho 2008
Broadcasting From Home # 6 - Vuelvo al Sur
Frida Kahlo- El sol y la vida (1947)(...) soy del Sur
como los aires del bandoneón
Sueño el Sur, inmensa luna, cielo al revés
busco el Sur
el tiempo abierto, y su después (...)
Astor Piazzola/Fernando Solanas
Playlist:
Calexico - Si Tu Disais
Calexico - Si Tu Disais
Chingon - Alacran y Pistolero
Devendra Banhart - Carmencita
Dead Combo - 07 Rumbero
Hiperboreal - Don Loope
Bostich - Autobanda
Calexico - Güero Canelo
Chingon - Malaguena Salerosa
Lila Downs and Elliot Goldenthal - La Llorona
Bostich - Tijuana Bass
Calexico - Corona
Chingon - Se Me Paro
Devotchka - La Llorona
AB/Zito
Etiquetas: Broadcasting from Home, México
26 junho 2008
Revisited 24
24 junho 2008
Keep on...
Man Man - Black Mission Goggles
e de Rabbit Habits, 2008- Mister Jung Stuffed:
Man Man: "Top Drawer",Rabbit Habits,2008, Anti Records
19 junho 2008
"Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranquila de sua noite: "Sou mesmo forçado a escrever?” Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, dizer o que vê, vive, ama e perde. (....)
Utilize, para se exprimir, as coisas do seu ambiente, as imagens dos seus sonhos e os objetos de sua lembrança.Se a própria existência quotidiana lhe parecer pobre, não a acuse. Acuse a si mesmo, diga consigo que não é bastante poeta para extrair as suas riquezas."
Rainer Maria Rilke, Cartas a um Jovem Poeta, (excerto da primeira carta)
Feliz aniversário I.
18 junho 2008
Filme do ano?

Já aqui falámos de A. Sukurov, o realizador de Arca Russa, Mãe e filho (um dos filmes mais belos desde as pinturas cinematográficas de Sergei Eisenstein e Andrei Tarkovsky). Uma breve nota só para classificar este filme: Obrigatório!
Enquanto não escrevo mais sobre este "Avó e Neto", ficam as imagens aqui.
Nota: "A Arca Russa" (2002), longa metragem assinada por A. Sukurov vai ser reposta na Cinemateca Portuguesa já na próxima segunda -feira dia 23/6, às 19h30 na Sala Luís de Pina.
Etiquetas: Cinema
Zorn numa noite de Verão
Agosto é mês de Jazz na Gulbenkian. O “Jazz em Agosto” já nos habitou à presença de nomes tão relevantes como é o caso de Bill Frisell, Joe Lovano, Terje Rypdal, Art Ensemble of Chicago, Jimmy Giuffre, George Russell, Dave Douglas, Matthew Shipp, Don Byron, Tim Berne, World Saxophone Quartet. Este ano é a vez de Jonh Zorn revisitar o nosso país para se apresentar no Anfiteatro ao Ar Livre para uma noite de Jazz em Agosto.A 3 de Agosto, às 21h30m no Anfiteatro ao Ar Livre é momento de rever John Zorn (Painkiller, Naked City, Masada) e Fred Frith, nomes incontornáveis na cena musical “contemporânea”. Ainda neste dia mas às 15h30m no Auditório 2 da FCG, decorre a projecção do filme documental "The Bookshelf on the Top of the Sky – 12 Stories About John Zorn" da realizadora alemã, Claudia Heuermann. Para além do concerto de J. Zorn e F. Frith poderemos assistir ao muito esperado concerto de Peter Brötzmann Chicago Tentet, que encerrará o Festival.
Programa completo aqui.
06 junho 2008
EU VOU!

Hoje: FÉRIAS e há Dirty Projectors na ZDB.
Dia 8 de Junho, ZDB: Sunset Rubdown.
Dia 9 de Junho, Santiago Alquimista: Loosers+Liars.
05 junho 2008
How many seconds before sunrise?
Os Sigur Rós editam um novo álbum de originais intitulado Med Sud Í Eyrum Vid Spilum Endalaust . Trata-se do primeiro registo realizado fora de terras islandesas, gravado em Nova Iorque, Londres e Cuba. Já foi disponibilizado no site oficial da banda o download do tema "Gobbledigook"... ao que parece os rapazes também já se renderam aos ritmos da dança do sol. Sonoridades inspiradas pelas recentes paragens, pela "Alegranza" latina, Panda e amigos?
Pelo registo que acabámos de conhecer falta-lhes produzir o choque sonoro do sol. E se é verdade que o gelo também queima, é necessário jogar à vontade com o ruído, o guincho e a parafernália sonora passando da eletricidade estática ao choque estético, sem pudores.
Mas aguardemos o próximo registo de originais para perceber, na íntegra e com maior rigor, quem anda a influenciar as sonoridades vindas do gelo.
03 junho 2008
Blue
"Katya: Sometimes, even if you have the keys those doors stil can't be opened. Can they?
Jeremy: Even if the door is open, the person you're looking for may not be there."
My Blueberry Nights, Kar Wai Wong, 2007
My Blueberry Nights... perdi-o no Indie mas na verdade, fugia deste filme. Até tinha um prazer secreto ao ler as criticas menos abonatórias ao trabalho de um dos meus realizadores favoritos. Mas ontem uma aula falhou, havia tempo livre e depois de uma fuga à Feira do Livro, de um sumo de framboesa no Frut'almeidas ao Saldanha, eis que me apeteceu ir provar a Blueberry Pie.
A primeira vez que chorei no cinema foi no ET de S. Spielberg. Lembro-me que escondia as lágrimas dos meus pais e primos, sulcando um pranto sem sucesso.
Um dos preços da idade adulta é perder esta capacidade tão doce, tão bela libertadora como o acto de chorar. Mas Lisboa estava particularmente bela ontem à noite e ao sair do cinema, ao subir as ruas, faltou apenas a porta de um café onde pudesse entrar e adormecer em cima do balcão.
Kar Wai Wong, já vai longa esta história...
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