27 junho 2007
Monday, Tuesday, Wedesnday Born I Was

Thursday Child é sem dúvida um dos temas mais maravilhosos de David Bowie. Em 1999, data de edição do single que incorpora o excelente "Hours" surge este tema arrebatador, acompanhado pelo teledisco igualmente surpreendente de Walter Stern. Há quem afirme que a imagem da capa de "Hours" é uma espécie de Pietà de Bowie, há quem intitule "Hours" o trabalho mais autobiográfico que marca uma nova consciência na carreira e na vida de Bowie, há quem defenda a ideia de redenção, o consentimento, a maturidade, a arte de envelhecer, o saudosismo com o retomar do All Tomorow's Parties dos Velvet Underground... pela minha parte, desde a primeira vez que ouvi este tema pensei: finalmente uma letra que diz tudo!!!
"All of my life Ive tried so hard
Doing my best with what I had
Nothing much happened all the same
Something about me stood apart
A whisper of hope that seemed to fail
Maybe Im born right out of my time
Breaking my life in two
(throw me tomorrow, oh oh)
Now that I really got a chance(throw me tomorrow, oh oh )
Everythings falling into place(throw me tomorrow, oh oh)
Seeing my past to let it go(throw me tomorrow, oh oh)
Only for you I dont regret
And I was thursdays child
(monday, tuesday, wednesday, born I was)
(monday, tuesday, wednesday, born I was)
Sometimes I cry my heart to sleep
Shuffling days and lonesome nights
Sometimes my courage fell to my feet
Lucky old son is in my sky
Nothing prepared me for your smile
Lighting the darkness of my soul
Innocence in your arms
(throw me tomorrow, oh oh)
Now that I really got a chance
(throw me tomorrow, oh oh )
Oh ho, everythings falling into place
(throw me tomorrow, oh oh)
Seeing my past to let it go(throw me tomorrow, oh oh)
Only for you I dont regret
And I was thursdays child
(monday, tuesday, wednesday, born I was)"
1973 - Chave de Ouro

David Bowie- Life on Mars-1973
E assim encerramos a rubrica 1973. Life on Mars é o primeiro single do quarto registo de originais de Bowie, Hunky Dory. Life on Mars foi um dos temas mais escutados na rádio Britânica no mês de Junho de 1973 , tendo atingido o top de vendas por 13 semanas consecutivas.Palavras para quê? É Bowie...
Etiquetas: 1973
26 junho 2007
1973- The Specials
The Specials- A Message o you Rudy
Na recta final da 1973 Piro Party, antecipando a selvajaria que "poderá" acontecer, eis um tema dedicado a pessoas muito "specials"... aos amigos! Este segue em particular à Senhora dos grafismos, a raínha do design gráfico- Leo!
1973 Poster
25 junho 2007
O Anjo Selvagem de Hollywood
A Cinemateca Portuguesa dá início a um ciclo dedicado a Roger Corman, produtor e realizador, figura mítica do cinema americano de série B.O ciclo inicia-se com a projecção de filme de culto “The Little Shop of Horrors"(1960), e prossegue com a famosa série de adaptações de livros de Edgar Allan Poe:"A Queda da Casa Usher"(1960), "Tomb of Ligeia" (O Fosso e o Pêndulo, 1961), ou o que muitos consideram o seu melhor filme, "A Máscara da Morte Vermelha" (1964). Irão também ser exibidos "The Intruder", um incrível manifesto anti-racista, e o insólito filme de gangsters "I, Mobster" ("A Vida de um Gangster", 1958).
Aos cerca de 30 filmes realizados por Corman, que irão desfilar nas salas da Cinemateca, junta-se uma selecção das suas produções que foram realizadas por alguns dos nomes mais importantes que Corman deu a conhecer, de Francis Coppola ("Dementia 13", 1963) a Ron Howard ("Grand Theft Auto", 1977), passando por Peter Bogdanovich ("Alvos", 1968) e Martin Scorsese ("Uma Mulher da Rua", 1972). Imperdível.
Revisited 15
"Please allow me to introduce mysefIm a man of wealth and taste
Ive been around for a long, long year
Stole many a mans soul and faith
And I was round when jesus christ
Had his moment of doubt and pain
Made damn sure that pilate
Washed his hands and sealed his fate
Pleased to meet you
Hope you guess my name
But whats puzzling you
Is the nature of my game (...)"
Sympathy for the Devil , Jean- Luc Godard (1968)
Etiquetas: Revisited
23 junho 2007
1973 Piro Party- Falta uma Semana
22 junho 2007
1973-NICO
21 junho 2007
The Velvet Underground-Sunday Morning
1973- Velvet Underground and Nico
20 junho 2007
Um Traby Chamado Pecado
Ontem a Igreja Católica recordou que a estrada pode ser um lugar de “pecado”. O Vaticano decidiu publicar os Dez Mandamentos dos Condutores, juntamente com o aviso: “os automóveis podem ser objectos de pecado”.Eis então a lista dos 10 mandamentos dos condutores:
“1- Não matarás; 2- A estrada deve ser uma via de comunicação entre pessoas e não um meio mortal; 3- Cortesia, respeito e prudência irão ajudar a lidar com acontecimentos imprevistos; 4- Seja caridoso e auxilie o próximo na necessidade, especialmente as vítimas de acidentes; 5- Os carros não devem servir como uma expressão de poder e dominação, nem como motivo de pecado; 6- Convença caridosamente os mais jovens e os não tão jovens a não conduzirem quando não estão em condições para tal; 7-Ajude as famílias vítimas de acidentes 8- Reúna os motoristas culpados e as suas vítimas, quando chegar o tempo apropriado, para que eles possam passar pela experiência libertadora do perdão; 9- Na estrada, proteja os mais vulneráveis; 10 - Sinta-se responsável pelos outros.”
A propósito destas recomendações (confesso a minha preferência pelo quinto mandamento) relembro Budapeste dos Mão Morta:
“Cá vou eu no meu Traby
De bar em bar a aviar
Sempre a abrir a noite toda
Sempre a rock & rollar
Charro aqui charro ali
Mais um vodka p'ra atestar
Sempre a abrir a noite toda
Sempre a rock & rollar (…)”
A malta está tramada! O Traby do Pecado, tenham medo, tenham muito medo!
Cool
Trata-se do último filme de Steven Soderbergh um rapaz que tem feito um percurso curioso na história do cinema. O realizador de Ocean’s 11 e da sequela Ocean’s 12, regressa com Pitt, Clooney e companhia no Oceans 13 e apresenta um vilão de peso: Al Pacino. Não farei um comentário ao filme. Não me apetece, até porque quando entramos na sala de cinema já sabemos o que nos espera, ou mais ou menos...De qualquer forma é bom existirem filmes assim e sessões especiais para dias de neura. O dia de ontem justificava um momento “cool” e nada melhor que a Santíssima Trindade: Damon, Clooney e Pitt. A tríade reúne os requisitos para a Santidade e ontem sentia-me particularmente devota.
Deveria existir um programador mental para estes dias, uma espécie de zapping sensitivo que permitisse eliminar certas situações e mesmo algumas criaturas com um simples gesto do polegar, se possível programaria a coisa assim:
- O filme: Ocean’s 13;
- A BSO: G. Love and Special Sauce;
(Como alternativa ao cenário das praias Tailandesas).
Mas meus amigos… a malta não está em casa! Ir ao cinema é um ritual de bom gosto e civismo. Desde quando é que o lazer é sinónimo de bandalheira, ó pázinhos? Não se passa um filme a ruminar alimentos e grosmas adocicadas, com aquele cheiro enjoativo, fastidioso, peganhento. Não se limpam as mãos nas cadeiras! E se roem unhas, não joguem células mortas para o lado. Por favor! Não se comenta um filme como se estivessem na tasca da esquina a falar da OPA, da OTA e mais grave ainda, sem saber onde é a OTA e o que é uma OPA !!
Pipocas, algodão doce, gomas e smarties engordam, sujam alcatifas, deixam ecos de saliva na sala exactamente no diálogo do Clooney e do Al Pacino e isso é … maçador (adoro eufemismos)!!
Fica aqui um conselho para algumas Pessoas da espécie humana, género Sala Lusomundo: té- le-no-ve-la em ca-sa, ou… cinema numa jaulinha!
É o que dá entrar na primeira sala de cinema, sem ponderar os prós e contras de espaços massificados! Elitismo ou bom gosto? Sense ou sensibility? Não sei, mas uma coisa é certa, tenho orgulho de pertencer à “elite” que ainda come de boca fechada.
Etiquetas: Cinema
18 junho 2007
Revisited 14
"I'll stare the bastard in the face as he screams to God, and I'll laugh harder when he whimpers like a baby. And when his eyes go dead, the hell I send him to will seem like heaven after what I've done to him."Sin City, Robert Rodriguez/Frank Miller
Etiquetas: Revisited
15 junho 2007
Um chá no "deserto"
O Barreiro a dar que falar. Hoje no AMAC, Kimi Djábaté, amanhã arranca o Out.Fest 2007 – Encontros de Música e Imagem do Barreiro, cujo cartaz justifica a visita à margem sul.14 junho 2007
1973 (Ball of Confusion)
" People moving out,people moving in
Why, because of the color of their skin
Run, run, run but you sure can't hide
An eye for an eye,
tooth for a tooth
Vote for me and I'll set you free
Rap on, sisters, rap on
Well, the only person talkin' 'bout love, my brother is the preacher
And it seems nobody's interested in learning but the teacher
Segregation, determination, demonstration, integration
Aggravation, humiliation, obligation to our nation
(...)Unemployment rising fast, hip hop music's a gas
And the only safe place to live is on the Indian Reservation
And the band played on
Eve of destruction, tax deduction, city inspectors, bill collectors
Mod clothes in demand, population out of hand, suicide, too many bills
Yuppies moving to the hills
People all over the world shouting, "End the war!"
And the band played
Ball of confusion (that's what the world is today) "
The Temptations (1970)
People all over the world shouting, "End the war!"
And the band played
Ball of confusion (that's what the world is today) "
The Temptations (1970)
Etiquetas: 1973
10 junho 2007
1973 (Homenagem ao Glam Rock)
08 junho 2007
Alive and Kicking!
É a abertura oficial da silly season, também há quem lhe chame a Rota dos Festivais de Verão. O Oeiras Alive'07 acontece nos dias 8, 9 e 10 de Junho e como resitir a isto:
... e isto:
MUSA
Confirmados: Asian Dub Foundation, Suprah, Moe's Implosion, Drill, Hiata no dia 6 de Julho.
Dia 7 de Julho: Sexy Sundays, Biru; YSGA; Jahvai; Skaparapid e Israel Foundation. Tudo isto no MUSA.
Dia 7 de Julho: Sexy Sundays, Biru; YSGA; Jahvai; Skaparapid e Israel Foundation. Tudo isto no MUSA.
06 junho 2007
Porto, a cidade da música...
Depois do excelente cartaz que a Fundação de Serralves apresentou no passado fim-de-semana, importa destacar mais uma excelente iniciativa da Cidade Invicta, desta feita o Festival Mestiço que decorre na Casa da Música. Nós por cá... aproveitamos mais uma excelente proposta para o feriado que se aproxima, ora vejam:
Dia 7, 22:30, Parque:
Coup de Bam
Sergent Garcia
Shantel & Bucovina Club Orkestar (Disko partizani tour 2007).
05 junho 2007
Pasta Medicinal Couto
04 junho 2007
The Spaces in Between
Uma pausa para falar de Jonh Surman que volta a editar sob a chancela da ECM Records este maravilhoso "The Spaces In Between" . Mais um para juntar à excelente discografia do autor de "Amazing adventures of Simon Simon" e do fabuloso "Road to Saint Yves".Um disco para adeptos de música em tons maiores!
"Les onze pieces de ce nouvel album sont toutes de sa plume, l’instrumentiste se doublant d’un compositeur exigeant qui sait que le temps est le tissue même don’t toute musique est issue. On y retrouve la nostalgie terrassante qui caractérise son univers évoquant tour à tour les quatuors de Fauré, de Debussy ou de Ravel et sa sonorité très personnelle, gracile, aérienne, d’une invraisemblable fluidité, marque imparable des grands créateurs...", in, Classica-Répertoire.
Revisited 13
"Man, you better get yourself a castrato for this, 'cause it's a little out of my range."Phantom of Paradise, Brian e Palma (1974)
Etiquetas: Revisited
03 junho 2007
Sudoeste
Mais um concerto por terras Lusas, já se adivinhava: The National apresentam-se no dia 5 de Agosto no Festival Sudoeste! Vai na volta...
01 junho 2007
1973 (O CID, o José...)
A aquisição da semana remete, mais uma vez, para Gabriel Fauré cujo maravilhoso Requiem chegou novamente aos escaparates numa memorável gravação dirigida, por Michel Corboz. A excelente iniciativa da Mirare junta à Missa de Requiem (opus 47), outras peças do compositor: o Ave Verum (opus 65) e Ave Maria (opus 67), ambas para vozes femininas e órgão, e o Tantum Ergo (opus 56), para coro e órgão. Para coroar esta edição só falta a Messe Basse e a Cantique de Jean Racine.
Antevendo algumas críticas de eruditos amigos, ouso afirmar que dentro do capítulo Requiem é incontestável a estrondosa magnitude e beleza do Requiem de Fauré. Se é certa a paixão por Brahms, a sedução e arrebatamento do Mozart, reitero a minha opinião sobre Fauré: o mais belo Requiem de todos os tempos.
Fauré é, sem dúvida, um dos maiores compositores franceses modernos e um distinto representante da influência impressionista na música. As suas composições são mágicas: o perfume, a elegância, a clareza, o recato poético, a doçura da melodia, fazem de Fauré um dos maiores mestres de todos os tempos.
A crítica musical apelidou este Requiem como a “canção de embalar da morte” por não haver expressão de imagens terrificantes. Contrariamente, por exemplo, ao Requiem de Verdi com um Dies Irie que é de bradar aos céus (literalmente), Fauré optou por não autonomizar o temor e tremor no seu Requiem. Suprimiu o Dies Irae e incluiu súplicas doces, sustentadas pela candura da harpa pelo canto do soprano no Pie Jesu e In Paradisum, para assim difundir a ideia de libertação e confiança na “viagem”. A magia começa no Kyrie contínua melodiosa no Agnus Dei, atinge o brilho no maravilhoso Sanctus, mas é na passagem Pie Jesu e In Paradisim que Fauré se exprime como um compositor de Luz: lucetat eis! Como alguém terá dito depois interpretar este Requiem: “é a plenitude num abrir e fechar de olhos!
Antevendo algumas críticas de eruditos amigos, ouso afirmar que dentro do capítulo Requiem é incontestável a estrondosa magnitude e beleza do Requiem de Fauré. Se é certa a paixão por Brahms, a sedução e arrebatamento do Mozart, reitero a minha opinião sobre Fauré: o mais belo Requiem de todos os tempos.
Fauré é, sem dúvida, um dos maiores compositores franceses modernos e um distinto representante da influência impressionista na música. As suas composições são mágicas: o perfume, a elegância, a clareza, o recato poético, a doçura da melodia, fazem de Fauré um dos maiores mestres de todos os tempos.
A crítica musical apelidou este Requiem como a “canção de embalar da morte” por não haver expressão de imagens terrificantes. Contrariamente, por exemplo, ao Requiem de Verdi com um Dies Irie que é de bradar aos céus (literalmente), Fauré optou por não autonomizar o temor e tremor no seu Requiem. Suprimiu o Dies Irae e incluiu súplicas doces, sustentadas pela candura da harpa pelo canto do soprano no Pie Jesu e In Paradisum, para assim difundir a ideia de libertação e confiança na “viagem”. A magia começa no Kyrie contínua melodiosa no Agnus Dei, atinge o brilho no maravilhoso Sanctus, mas é na passagem Pie Jesu e In Paradisim que Fauré se exprime como um compositor de Luz: lucetat eis! Como alguém terá dito depois interpretar este Requiem: “é a plenitude num abrir e fechar de olhos!
Etiquetas: Fauré
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