30 abril 2007
Revisited 9
Pulp Fiction, Quentin Tarantino
Etiquetas: Revisited
27 abril 2007
O Fim da História e o Último Homem?
Cito o título do famoso livro de Francis Fukuyama para levantar as seguintes considerações: quando separamos a arte dos fenómenos políticos, estaremos a produzir um autismo criativo ou teremos chegado verdadeiramente ao fim da história? Será que a história pode alguma vez ter um fim? A questão ganha igual pertinência se questionarmos sobre o verdadeiro conceito de Arte e ou de Arte Contemporânea. No momento da resposta, a questão já faz parte de uma História, ao classificarmos – Arte - como um qualquer fenómeno contemporâneo estamos a retirar-lhe, por inerência essa natureza.
Esta semana celebrou-se um evento nacional simultaneamente histórico e revelador de algumas das mais importantes expressões culturais e artísticas em Portugal, falo da Revolução de Abril.
E eis o início da história: ao folhear o programa de uma das mais admiráveis Fundações Culturais da belíssima cidade do Porto constatei que o programa inclui, entre muitas ofertas, a possibilidade de assistir a excelentes conferências sobre as questões mais actuais da ciência política. Lamentavelmente, no dia em que se comemora o nascimento do Estado de Direito Democrático em Portugal, sou confrontada com a seguinte observação: “Eu não vou lá para ouvir falar de política, mas sim para ver arte!”
A pergunta que proferi, em tom jocoso foi: “e onde é que estavas no 25 de Abril?” Ao que o jovem responde: “estou-me nas tintas para o 25 de Abril”!
Reconheço toda a legitimidade democrática nas opções de cada um dos cidadãos deste país, o que não aceito é que um jovem que se diz “apreciador de Arte” não me consiga descrever o que efectivamente se passou no 25 de Abril de 1974 e, mais grave que isso, se mostre profundamente desinteressado no tema.
Se não fosse esta data provavelmente hoje ainda estaríamos a celebrar a Páscoa nas Filipinas ou a gozar férias de Verão em Guantanamo Bay; Serralves talvez não existisse e Arte talvez não fosse assim tão livre. Já dizia Henry Cartier Cartier Bresson: “Photography is nothing- its life that interests me”. A propósito da maravilhosa junção da arte da fotografia com fenómenos políticos, eis a viagem pela galeria fotográfica da Opendemocracy.
Esta semana celebrou-se um evento nacional simultaneamente histórico e revelador de algumas das mais importantes expressões culturais e artísticas em Portugal, falo da Revolução de Abril.
E eis o início da história: ao folhear o programa de uma das mais admiráveis Fundações Culturais da belíssima cidade do Porto constatei que o programa inclui, entre muitas ofertas, a possibilidade de assistir a excelentes conferências sobre as questões mais actuais da ciência política. Lamentavelmente, no dia em que se comemora o nascimento do Estado de Direito Democrático em Portugal, sou confrontada com a seguinte observação: “Eu não vou lá para ouvir falar de política, mas sim para ver arte!”
A pergunta que proferi, em tom jocoso foi: “e onde é que estavas no 25 de Abril?” Ao que o jovem responde: “estou-me nas tintas para o 25 de Abril”!
Reconheço toda a legitimidade democrática nas opções de cada um dos cidadãos deste país, o que não aceito é que um jovem que se diz “apreciador de Arte” não me consiga descrever o que efectivamente se passou no 25 de Abril de 1974 e, mais grave que isso, se mostre profundamente desinteressado no tema.
Se não fosse esta data provavelmente hoje ainda estaríamos a celebrar a Páscoa nas Filipinas ou a gozar férias de Verão em Guantanamo Bay; Serralves talvez não existisse e Arte talvez não fosse assim tão livre. Já dizia Henry Cartier Cartier Bresson: “Photography is nothing- its life that interests me”. A propósito da maravilhosa junção da arte da fotografia com fenómenos políticos, eis a viagem pela galeria fotográfica da Opendemocracy.
Aux Urnes Citoyens!
24 abril 2007
Há Dias
A propósito dos livros partilhados, no metro, nas esplandas ao fim de tarde...
Para quem voa por Berlim, para quem se refugia na quinta da calma, para as terras dos países baixos...
A propósito das nossas fugas...
À Catarina...
"Há dias em que julgamos
que todo o lixo do mundo
nos cai em cima
depois ao chegarmos à varanda avistamos
as crianças correndo no molhe
enquanto cantam
não lhes sei o nome
uma ou outra parece-me comigo
quero eu dizer :
com o que fui
quando cheguei a ser luminosa
presença da graça
ou da alegria
um sorriso abre-se então
num verão antigo
e dura
dura ainda."
Eugénio de Andrade
Os lugares de Lume
Para quem voa por Berlim, para quem se refugia na quinta da calma, para as terras dos países baixos...
A propósito das nossas fugas...
À Catarina...
"Há dias em que julgamos
que todo o lixo do mundo
nos cai em cima
depois ao chegarmos à varanda avistamos
as crianças correndo no molhe
enquanto cantam
não lhes sei o nome
uma ou outra parece-me comigo
quero eu dizer :
com o que fui
quando cheguei a ser luminosa
presença da graça
ou da alegria
um sorriso abre-se então
num verão antigo
e dura
dura ainda."
Eugénio de Andrade
Os lugares de Lume
23 abril 2007
Thinking of you
There's lightning bolts in my chest
I know you know
I think our love is the best
If you have to stay
I'll be on the water
Catching the next wave
You can meet me where it breaks
Dream, dream, dream
Dream, dream, dream
I'll be on the water
Akron/Family
Revisited 8
"Ah wanna tell ya 'bout a girlYou know, she lives in Room 29
Why that's the one right up top a mine
Ah start to cry, ah start to cry-y
O ah hear her walkin'Walkin' barefoot cross the floorboards
All through this lonesome night
And ah hear her crying too
Hot tears come splashin' down
Leakin' through the cracks
Down upon my face, ah catch 'em in my mouth!
Walk 'n' Cry, Walk 'n' Cry-y!
From her to eternity..."
Der Himmel Über Berlin Wim Wenders
[From Her to Eternity, Nick Cave and the Bad Seeds]
Etiquetas: Revisited
"Have you ever seen a three years old child dancing?"
Os Akron/Family passaram ontem por Lisboa, estreando-se nos palcos portugueses com um concerto inesquecível, muito provavelmente, um dos melhores concertos do ano! A actuação de ontem, inserida na digressão europeia de promoção de Meek Warrior, continua por terras lusas, com um concerto no Theatro Circo em Braga. Lamentavelmente o feriado da semana acontece à quarta feira…
Depois de ver concertos deste calibre é difícil aderir, com o mesmo entusiasmo, a outras maneiras de estar na musica e de fazer música ao vivo! Dance like a three years old child! “Love is simple” and so does music!
Depois de ver concertos deste calibre é difícil aderir, com o mesmo entusiasmo, a outras maneiras de estar na musica e de fazer música ao vivo! Dance like a three years old child! “Love is simple” and so does music!
19 abril 2007
IndieLisboa 2007
Começa hoje mais uma edição do Festival Indie Lisboa. Até 29 de Abril vão passar por Lisboa 226 filmes, várias estreias mundiais, filmes-concerto, masterclasses, painéis e mesas redondas. A cerimónia oficial de abertura da quarta edição do Indie Lisboa acontece às 21h30, no cinema São Jorge, com a exibição de “LIFE IN LOOPS - A MEGACITIES REMIX”, de Timo Novotny. E como os bilhetes esgotam à velocidade da luz já cá cantam os seguintes ingressos: Life in Loops; Sonic Youth "Do You Believe in Rapture"; Fay Grim; Electroma; Shortbus; The Old Weird America: Harry's Smiths Anthology of American Folk Music. E depois, depois logo se vê...2007 o ano louco!
Sonic Youth em Paredes de Coura!
17 abril 2007
!!!
Será que é desta? Depois de cancelados os concertos dos norte americanos !!! em Portugal a página do MySpace da banda anuncia nova data para apresentação em Lisboa: 12 de Julho. Os rumores apontam para um concerto partilhado com os Chemical Brothers e Tiga.
A banda nova-iorquina regressará a Portugal depois de se ter apresentado por duas vezes no festival Paredes de Coura. Os !!! editaram recentemente Myth Takes, mais um albúm e um concerto obrigatório. Não há fome que não dê em fartura...
16 abril 2007
Revisited 7
"Tomorrow. The first good-looking woman I see...I'm not gonna fall in love with her. That'll show her! Yeah. The first good-looking...blonde woman I see. I'm gonna make her fall in love with me. I'll do everything right. Be a a little aloof at first. Mysterious. Seem sort of...thoughtful and deep. But possibly a bit dangerous too. Flatter her in little ways. But be modest myself. They all fall for that shit."Etiquetas: Revisited
13 abril 2007
Dia de Treino
Pára tudo! Segue-se o momento hilariante da semana, urge fazer um desabafo. Ontem, cumpri mais uma rotina semanal: o treino de RPM. Para quem não sabe RPM (Rotações por Minuto) é uma modalidade desportiva aconselhada àqueles que gostam de destilar, até à máxima exaustão, emoções, adrenalinas e suores aos pedais de uma bicicleta. A paixão pela RPM e pela actividade física não é um mero capricho sazonal, é sim a forma mais eficaz soltar as tensões de um dia de trabalho, evitando genocídios em massa e o aumento das estatísticas dos acidentes de trabalho. Até aqui tudo bem. O problema aconteceu ontem, no treino das 19horas. Era final da tarde em Lisboa e o Benfica jogava na Luz. O inferno foi rasgar as multidões para chegar a horas ao ginásio. Não posso deixar de mencionar a grotesca experiência de viajar numa carruagem de metro com os adeptos dos clubes rivais. Seria menos burlesco se alguns deles cantassem afinadinhos… e lavassem os dentes! Não se trata de clubismo, nem por sombras, porém é impossível não comentar o “charme”nauseabundo do sulfato de axila.
Após o atraso generalizado lá começou a aula, a cargo de um professor novo… que com um entusiasmo pouco convincente anunciava uma das novidades do seu breve reinado: a alteração do rol musical das sessões de treino. E aqui reside o problema. Já se imaginaram a pedalar 60m ao som das Sugarbabes e hits afins? Parecia que estava a fazer compras na Bherska! É um desespero! Não há quem aguente! Para agravar a coisa, o professor gritava ao micro que rompia por detrás da orelha direita: “somos todos uns grandas maluuuuucos”! “Dá-le gás”! (O que é isto!???). Toda a turma pedalava, suava e guinchava de dor. Suspirando pelo leitor de MP3 que tinha ficado enjaulado nos balneários, arfei, durante 60m ao som dos bits hits da Ragazza, enquanto testemunhava o ar trocista dos colegas de turma que floreavam gestos hilariantes. Eros Ramazotti versão Remix… acreditem é duplamente mau! É de ir às lágrimas. A malta faz desporto e leva com esta poluição sonora, mais vale fumar um cigarrinho!
Após o atraso generalizado lá começou a aula, a cargo de um professor novo… que com um entusiasmo pouco convincente anunciava uma das novidades do seu breve reinado: a alteração do rol musical das sessões de treino. E aqui reside o problema. Já se imaginaram a pedalar 60m ao som das Sugarbabes e hits afins? Parecia que estava a fazer compras na Bherska! É um desespero! Não há quem aguente! Para agravar a coisa, o professor gritava ao micro que rompia por detrás da orelha direita: “somos todos uns grandas maluuuuucos”! “Dá-le gás”! (O que é isto!???). Toda a turma pedalava, suava e guinchava de dor. Suspirando pelo leitor de MP3 que tinha ficado enjaulado nos balneários, arfei, durante 60m ao som dos bits hits da Ragazza, enquanto testemunhava o ar trocista dos colegas de turma que floreavam gestos hilariantes. Eros Ramazotti versão Remix… acreditem é duplamente mau! É de ir às lágrimas. A malta faz desporto e leva com esta poluição sonora, mais vale fumar um cigarrinho!
11 abril 2007
Beleza
É hoje às 22h e 30m no B.leza. Panda Bear (Noah Lennox baterista e fundador dos Animal Collective) fará desfilar esta noite temas do seu último trabalho Person Pitch que é absolutamente genial. Ainda sobre Person Pitch e parafraseando Mário Lopes in Ípsilon/Público : "Brian Wilson quis fazer de «SMiLE» uma elegia adolescente a Deus, mas durante 40 anos o divino manteve-se escondido, amaldiçoado. Panda Bear, um dos Animal collective, nunca fez declaração semelhante, mas é impossível ouvir «Person Pitch» e não pensar na analogia - com a diferença que o disco está aqui, agora, e nada tem de amaldiçoado. Tudo em «Person Pitch», álbum luminoso, álbum de uma serena e radiante espiritualidade , se baseia na voz humana (...) «Person Pitch» é um vitral dos tempos modernos, é um vitral para todos nós, medievais de 2007."
Person Pitch faz parte da triologia dos discos mais adorados do mês [embora só tenha comprado dois por isso amigalhaços, se quiserem, podem sempre antecipar a data de aniversário;)]. Sons que não são deste mundo, a verdade é mesmo esta: "música que vem do outro lado do lago".
Panda Bear apresenta-se no B.Leza com Maio Coopé, dos Djumbai Jazz. Mais uma falta a vermelho nos "ensaios" semanais. Who cares...
10 abril 2007
O Segredo do Chá
Clique na imagem para ler sobre o Segredo do Chá. Não me apeteceu escrever mais do que lá está escrito. A história vai ser contada e dançada dia 13 e 14 de Abril no teatro S. João em Palmela.Revisited 6
09 abril 2007
All we ever wanted ...
Ao Francisco, querido amigo no seu dia de aniversário. Como estás longe e mirtz aqui fica um toque de homenagem aos bons velhos tempos.
Afinal tudo começou com Bauhaus...
As saudades são muitas, muitas. Parabéns Xico!
05 abril 2007
Inland Empire
Estreia hoje Inland Empire, a última longa metragem de David Lynch.A expectativa é enorme até porque já se anuncia uma das maiores e mais enigmáticas realizações de Lynch desde Eraserhead.
A revista Cahiers du Cinema publica uma entrevista que conta a história do título do filme. Inland Impire é o nome de uma zona em Los Angeles. Na sua na infância, Lynch vivia numa região de Washington chamada Spokane. Ora, em conversa ocasional o realizador apercebe-se que o marido de Laura Dern é originário de Inland Empire e semanas depois desta conversa, o realizador recupera o seu antigo scrapbook de infância. O primeiro recorte é uma fotografia aérea de Spokane. Mas, na legenda estava escrito... Inland Empire. Será Inland Impire uma espécie de Rosebud de Lynch? Alucinação, pesadelo ou simplesmente mais um fétiche grotesco à moda de Lynch?
O denominado "pesadelo de Lynch" dura mais de três horas e foi totalmente filmado em vídeo digital, sem um guião predefinido e conta com as participação de Laura Dern, Jeremy Irons, Justin Theroux. Só para abrir o apetite, consta que para este Inland Empire, Lynch se inspirou num filme polaco, baseado numa praga cigana, mas que nunca chegou a estrear porque os protagonistas acabaram por ser barbaramente assassinados. As reacções já conhecidas ao último trabalho de Lynch apontam a perplexidade da critica. Fica então a pergunta: Será possível que depois do Eraserhead, Elephant Man; Dune, Blue Velvet, Wild at Heart, Lost Highway e Molholland Drive, a critica ainda fique perplexa? A coisa promete, a ver...
Etiquetas: Cinema
Ein Stück von Pina Bausch
Um dia o Sol ficou enredado numa árvore e a Terra mergulhou na escuridão. Para salvar o mundo, o pequeno esquilo roeu dia e noite os ramos da árvore e perdeu o pêlo e a cauda devido ao calor abrasador do sol. Mas, o esquilo continuou insistentemente até libertar o corpo celeste. Como recompensa, o sol ofereceu à criatura calva o sonho do voo e o esquilo tornou-se no primeiro morcego. Assim nasceu o Mito do Nativo Americano. Esta lenda aborígene serviu de inspiração a Pina Bausch para a coreografia For the Children of Yesterday, Today and Tomorrow que será apresentada em Lisboa, no Teatro Camões de 05 a 08 de Abril.
A busca da magia da infância e do prazer das brincadeiras infantis é o apelo deste espectáculo.
Para esta peça, Pina Bausch seleccionou o seguinte leque musical: Prince, Caetano Veloso, Goldfrapp, Félix Laijko, Nana Vasconcelos, Bugge Wesseltoft, Amon Tobin, Mari Boine, Shirley Horn, Nina Simone, Lisa Ekdahl, Gerry Mulligan, Uhuhboo Project, Cinematic Orchestra, Gotan Project, Guem, Hughscore, Koop, Labradford, T.O.M.
Etiquetas: Pina Bausch
04 abril 2007
Rilke et les Enfants Terribles
"Se eu gritar, quem poderá ouvir-me, nas hierarquias dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse
para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua
natureza mais potente. Pois o belo apenas é
o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,
e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha
destruir-nos. Todo o Anjo é terrível."
Rainer Maria Rilke, As Elegías de Duíno, Ed. Assírio Alvim
A propósito de Rilke e das suas magnificas Elegías fica a sugestão para umas das composições das manas: If Every Angel's Terrible, CocoRosie. A 14 Abril, Aula Magna de Lisboa.
A propósito de Rilke e das suas magnificas Elegías fica a sugestão para umas das composições das manas: If Every Angel's Terrible, CocoRosie. A 14 Abril, Aula Magna de Lisboa.
02 abril 2007
Magnificat
Hoje canta-se o Magnificat, BWV 243 de Johann Sebastian Bach e a Missa n.º 6, em Mi bemol maior, D. 950 de Franz Schubert.
Nada a melhor para celebrar a semana Santa do que o tradicional concerto da Gulbenkian. Em virtude do preço dos bilhetes e da manifesta escassez dos mesmos, é com gáudio que agradeço ao meu grande amigo RB que disponibilizou 4 entradas (!) para o ensaio geral do Coro e Orquestra Gulbenkian, hoje às 20h no Grande Auditório da Fundação.
O programa a apresentar reúne duas obras-primas da música sacra de todos os tempos. O Magnificat de Bach, é uma das obras vocais mais belas que já escutei, é lindo, maravilhoso. Esta peça para coro a cinco vozes é seguida da Missa nº6 de Schubert, considerada como a peça de música sacra de maior sucesso deste compositor austríaco. Michael Corboz dirige o Coro Gulbenkian, e vai ser uma festa vê-los todos em palco, num dos momentos mais fantásticos que antecede as grandes apresentações: o ensaio geral. Vão faltar as flores, os casacos de pele e o tradicional cheiro a Channel 5. Mas vão acontecer excelentes momentos musicais, e quem lá está embora não use Channel, irá certamente aplaudir de pé!
Nada a melhor para celebrar a semana Santa do que o tradicional concerto da Gulbenkian. Em virtude do preço dos bilhetes e da manifesta escassez dos mesmos, é com gáudio que agradeço ao meu grande amigo RB que disponibilizou 4 entradas (!) para o ensaio geral do Coro e Orquestra Gulbenkian, hoje às 20h no Grande Auditório da Fundação.
O programa a apresentar reúne duas obras-primas da música sacra de todos os tempos. O Magnificat de Bach, é uma das obras vocais mais belas que já escutei, é lindo, maravilhoso. Esta peça para coro a cinco vozes é seguida da Missa nº6 de Schubert, considerada como a peça de música sacra de maior sucesso deste compositor austríaco. Michael Corboz dirige o Coro Gulbenkian, e vai ser uma festa vê-los todos em palco, num dos momentos mais fantásticos que antecede as grandes apresentações: o ensaio geral. Vão faltar as flores, os casacos de pele e o tradicional cheiro a Channel 5. Mas vão acontecer excelentes momentos musicais, e quem lá está embora não use Channel, irá certamente aplaudir de pé!
01 abril 2007
Revisited 5
"I want you to obey the the goddamn rules! Fifty-fuckin' thousand people were killed on the highway last year 'cause of fuckin' assholes like you! Tell me you're gonna get a manual!"Lost Highway, David Lynch
Etiquetas: Revisited
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