26 janeiro 2007
Scoop e Scarlett: is it a kind of magic?
Depois do assombroso e sublime Match Point, uma das obras primas de Woody Allen, Scoop marca o regresso à comédia, à gaguez, e ao estilo alucinado com que já nos habituou.Scoop não merece referência particular. Trata-se de um filme, simples, divertido, agradável, algo burlesco, mas comum, nada de novo em Woody Allen.
Allen, regressa no papel de protagonista, volta a filmar em Londres e de novo com Scarlett Johansson.
E agora sim, Scarlett Johansson. É já conhecido o faro do realizador para fazer brilhar verdadeiras estrelas nos seus filmes (recorde-se o fenómeno Mira Sorvino). O fascínio de Allen pelas mulheres com quem contracena, faz delas verdadeiras referências da história do cinema e a jovem Scarlett já conquistou o estatuto de “Poderosa Afrodite”. Esta semana tive oportunidade de assistir a dois filmes protagonizados pela menina dos lábios de luxo, sob o tema de fundo: a magia. Não a considero bela, é sim extremamente sexy, mas nunca será, a meu ver, um ícone do cinema.
Mas há coisas que me ultrapassam… e uma delas é a arte de representar. Esta menina é uma senhora da arte das imagens e da transfiguração, cada papel desempenhado pela jovem actriz é sublime, ela leva-nos a personagens distintas, enigmáticas, sedutoras, enfadonhas, pueris, e aparvalhadas como se nos fizesse uma visita guiada pelos sinónimos da palavra Magia. "Engana-me com os teus truques..." será isto cinema ou magia?
25 janeiro 2007
A Náusea
Ontem aconteceu-me uma cena insólita.
Tinha combinado um café, ao fim da tarde na Fundação Calouste Gulbenkian, com uma coleguinha que precisava de “uns apontamentos para umas aulas” favores…. Quando cheguei aos jardins da Fundação e perante a demora de Sua Excelência, sentei-me no anfiteatro ao ar livre aproveitando os restos de sol de Inverno e livro que me acompanhava.
No decurso da primeira página senti a intensa e desagradável sensação de estar a ser observada pelo tipo que se sentava nos degraus do lado. Não olhei, fiquei na minha. Escutava os fragmentos que guardo na caixinha de música, e continuei a minha leitura como se estivesse alheia àquele olhar invasivo e… parvo.
Mas a coisa não ficou por ali. Enquanto vasculhava o telemóvel para verificar as horas e eventuais mensagens de última hora, apercebi-me que a criatura não só me mirava, como sorria por mim. Primeira náusea.
Mas, na boa, a vida tem destas coisas, e continuei a leitura. E eis que aconteceu o que mais temia: o tipo dirigia-se na minha direcção. Gelei. Segunda náusea: ele sentou – se a meu lado. Terceira náusea.
O ser humano que se abeirava da minha pessoa ousou bater insistentemente com o dedo indicador no meu ombro direito. Quarta e quinta náusea. Muito lentamente como quem se prepara o golpe mortífero, tirei os headphones, subi os olhos e fitei-o. Abrindo uma bocarra adornada por uma dentadura hedionda o germe falou: “ Estás sozinha?”
Agora preciso fazer uma pausa. Conan o Rapaz do Futuro, lembram-se?
Era lindo vê-lo saltar do 25º andar e cair no chão com os olhos arregalados, os dedos dos pés bem abertos, um grito de guerreiro adolescente, os punhos cerrados e, no segundo seguinte, vê-lo partir a cara do vilão com uma pantufa espetada nas fuças.
Por segundos, todo o meu universo se resumiu a uma página A4 de banda desenhada. Heróis da Marvel, Sin City, os mais temíveis guerreiros do mundo, o universo dos raios ultra poderosos; o brilho cintilante nos olhos quadrados dos heróis justiceiros, o som agudo e metálico das espadas castrantes.
E foi nesse breve momento que lamentei ter passado a primeira infância a ler livros da Anita! Optei por ser delicada, levantar-me em silêncio, afastar-me do Anfiteatro, do vilão e sentar-me bem longe. “Anita vai à Gulbenkian”, pensei! Uns minutos depois, o energúmeno já estava novamente a uns metros de distância. Mas tudo bem, era só seleccionar o tema mais agressivo no leitor de MP3, fechar os olhos e imaginar que lhe partia a boca com um pau.
Xiça – pensei. Logo eu! É nestas alturas que dava jeito passar a tipa da Galp, carregando aquela grosma de ½ kg.
27.º Náusea: ele estava sentado a meu lado! Tirei os phones ainda a tempo de ouvir o elegante “piropo” e que a criatura balbuciava entre dentes.
O que se passa com esta gente? Será que já começaram ao fechar os hospitais psiquiátricos? Terão havido fugas do Zoo? Os laboratórios de génetica terão deixado cair os tubinhos de ensaio?
Reflecti sobre o assunto enquanto abandonava um dos mais belos jardins da cidade de Lisboa. A culpa é da Cartilha de João de Deus e da leitura dos livros da Jane Austen! Mas superei o legado histórico: nunca me soube tão bem mandar alguém à merda! As palavras existem par a ser utilizadas.
Já agora a coleguinha nunca chegou a aparecer! É caso para dizer… Sra. Dr.ª: vá bardamerda!
Tinha combinado um café, ao fim da tarde na Fundação Calouste Gulbenkian, com uma coleguinha que precisava de “uns apontamentos para umas aulas” favores…. Quando cheguei aos jardins da Fundação e perante a demora de Sua Excelência, sentei-me no anfiteatro ao ar livre aproveitando os restos de sol de Inverno e livro que me acompanhava.
No decurso da primeira página senti a intensa e desagradável sensação de estar a ser observada pelo tipo que se sentava nos degraus do lado. Não olhei, fiquei na minha. Escutava os fragmentos que guardo na caixinha de música, e continuei a minha leitura como se estivesse alheia àquele olhar invasivo e… parvo.
Mas a coisa não ficou por ali. Enquanto vasculhava o telemóvel para verificar as horas e eventuais mensagens de última hora, apercebi-me que a criatura não só me mirava, como sorria por mim. Primeira náusea.
Mas, na boa, a vida tem destas coisas, e continuei a leitura. E eis que aconteceu o que mais temia: o tipo dirigia-se na minha direcção. Gelei. Segunda náusea: ele sentou – se a meu lado. Terceira náusea.
O ser humano que se abeirava da minha pessoa ousou bater insistentemente com o dedo indicador no meu ombro direito. Quarta e quinta náusea. Muito lentamente como quem se prepara o golpe mortífero, tirei os headphones, subi os olhos e fitei-o. Abrindo uma bocarra adornada por uma dentadura hedionda o germe falou: “ Estás sozinha?”
Agora preciso fazer uma pausa. Conan o Rapaz do Futuro, lembram-se?
Era lindo vê-lo saltar do 25º andar e cair no chão com os olhos arregalados, os dedos dos pés bem abertos, um grito de guerreiro adolescente, os punhos cerrados e, no segundo seguinte, vê-lo partir a cara do vilão com uma pantufa espetada nas fuças.
Por segundos, todo o meu universo se resumiu a uma página A4 de banda desenhada. Heróis da Marvel, Sin City, os mais temíveis guerreiros do mundo, o universo dos raios ultra poderosos; o brilho cintilante nos olhos quadrados dos heróis justiceiros, o som agudo e metálico das espadas castrantes.
E foi nesse breve momento que lamentei ter passado a primeira infância a ler livros da Anita! Optei por ser delicada, levantar-me em silêncio, afastar-me do Anfiteatro, do vilão e sentar-me bem longe. “Anita vai à Gulbenkian”, pensei! Uns minutos depois, o energúmeno já estava novamente a uns metros de distância. Mas tudo bem, era só seleccionar o tema mais agressivo no leitor de MP3, fechar os olhos e imaginar que lhe partia a boca com um pau.
Xiça – pensei. Logo eu! É nestas alturas que dava jeito passar a tipa da Galp, carregando aquela grosma de ½ kg.
27.º Náusea: ele estava sentado a meu lado! Tirei os phones ainda a tempo de ouvir o elegante “piropo” e que a criatura balbuciava entre dentes.
O que se passa com esta gente? Será que já começaram ao fechar os hospitais psiquiátricos? Terão havido fugas do Zoo? Os laboratórios de génetica terão deixado cair os tubinhos de ensaio?
Reflecti sobre o assunto enquanto abandonava um dos mais belos jardins da cidade de Lisboa. A culpa é da Cartilha de João de Deus e da leitura dos livros da Jane Austen! Mas superei o legado histórico: nunca me soube tão bem mandar alguém à merda! As palavras existem par a ser utilizadas.
Já agora a coleguinha nunca chegou a aparecer! É caso para dizer… Sra. Dr.ª: vá bardamerda!
Are You Watching Closely?
De Christopher Nolan realizador de «Memento» «Insomnia» e «Batman Begins», «The Prestige» é um filme sobre magia, truques, ciência e ilusionismo. Um filme envolvente que merece destaque especial.A dupla formidável encarnada por Christian Bale e Hugh Jackman, faz-nos acreditar, tal como nos truques de ilusionismo, que todo o enredo gira à volta da rivalidade entre uma parelha de mágicos. Mas é muito mais do que isso pois as aparências sugerem passos diferentes. E lá está ele, David Bowie, uma personagem determinante para a história, a magia de Bowie…
O final sabe um pouco a pouco, mas nada a fazer. Christopher Nolan já nos habituou à sensação de perda inevitável que acontece quando cai o pano e se desvendam os truques.
Etiquetas: Cinema
18 janeiro 2007
Coisas que se ouvem muitas vezes e de que se gosta cada vez mais...
Lá não tem brisa
Não tem verde-azuis
Não tem frescura nem atrevimento
Lá não figura no mapa
No avesso da montanha, é labirinto
É contra-senha, é cara a tapa
Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Olaria
Fala, Acari, Vigário Geral
Fala, Piedade
Casas sem cor
Ruas de pó, cidade
Que não se pinta
Que é sem vaidade
Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode, reggae
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Desbanca a outra
A tal que abusa
De ser tão maravilhosa
Lá não tem moças douradas
Expostas, andam nus
Pelas quebradas teus exus
Não tem turistas
Não sai foto nas revistas
Lá tem Jesus
E está de costas
Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Pavuna
Fala, Inhaúma
Cordovil, Pilares
Espalha a tua voz
Nos arredores
Carrega a tua cruz
E os teus tambores
Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Fala no pé
Dá uma idéia
Naquela que te sombreia
Lá não tem claro-escuro
A luz é dura
A chapa é quente
Que futuro tem
Aquela gente toda
Perdido em ti
Eu ando em roda
É pau, é pedra
É fim de linha
É lenha, é fogo, é foda
Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Encantado, Bangu
Fala, Realengo...
Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Meriti, Nova Iguaçu
Fala, Paciência...
Subúrbio (Carioca, 2006) Chico Buarque do Mundo!
Não tem verde-azuis
Não tem frescura nem atrevimento
Lá não figura no mapa
No avesso da montanha, é labirinto
É contra-senha, é cara a tapa
Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Olaria
Fala, Acari, Vigário Geral
Fala, Piedade
Casas sem cor
Ruas de pó, cidade
Que não se pinta
Que é sem vaidade
Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode, reggae
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Desbanca a outra
A tal que abusa
De ser tão maravilhosa
Lá não tem moças douradas
Expostas, andam nus
Pelas quebradas teus exus
Não tem turistas
Não sai foto nas revistas
Lá tem Jesus
E está de costas
Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Pavuna
Fala, Inhaúma
Cordovil, Pilares
Espalha a tua voz
Nos arredores
Carrega a tua cruz
E os teus tambores
Vai, faz ouvir os acordes do choro-canção
Traz as cabrochas e a roda de samba
Dança teu funk, o rock, forró, pagode
Teu hip-hop
Fala na língua do rap
Fala no pé
Dá uma idéia
Naquela que te sombreia
Lá não tem claro-escuro
A luz é dura
A chapa é quente
Que futuro tem
Aquela gente toda
Perdido em ti
Eu ando em roda
É pau, é pedra
É fim de linha
É lenha, é fogo, é foda
Fala, Penha
Fala, Irajá
Fala, Encantado, Bangu
Fala, Realengo...
Fala, Maré
Fala, Madureira
Fala, Meriti, Nova Iguaçu
Fala, Paciência...
Subúrbio (Carioca, 2006) Chico Buarque do Mundo!
O Jardim das Delícias
Já é tempo de fazer referência a um dos mais encantadores retíros da cidade de Lisboa: Os Tibetanos.O local onde se experimentam sabores de outras rotas na secular tradição tibetana. Uma casa/templo, adornada de mandalas, mantras, perfumes de incenso, fotografias do Tibete, peças de arte tradicionais do Nepal, uma comunidade budista que nos acolhe como pequenos deuses. As iguarias gastronómicas são magistralmente confeccionadas, plenas de requinte e perfumes. Um festival de sabores, cheiros e cores irresistíveis.
No jardim, ao almoço:
Salada de espinafres com Manga;
Almôndegas de Seitan, com arroz de Açafrão perfumado com ervas aromáticas, legumes salteados com caril e pimentas nepalesas.
Crumble de Maçã com Gelado.
Tisana quente.
Bom demais para ser verdade, mas existe. O paraíso na terra!Quando for grande quero ir ao Tibete.
Fica a sugestão http://www.tibetanos.com
17 janeiro 2007
Sete Movimentos Perpétuos
I- Regresso a Casa
Desde há muito que conheço este lugar,
jardim de nenúfares e jasmim,
o ermo local do encontro.
Entro na sala perfumada de incenso
deixo cair o pano, fecho os olhos,
repouso as mãos no colo: vou ter comigo.
A sala está completa, estrelas brilham na noite lá fora,
as palmas das mãos apontam para terra.
Rodopiando, cantamos em tons de flauta e de cítara,
antecedendo o movimento dos corpos nas ondas de calor.
Sentados em silêncio, como esfinges em cima de núvens,
mergulhamos , aguardando a enchente de maré.
Como átomo que se transcende e dissocia,
deixo-me guiar pelo som,
água que bebo,
fonte de vida:
respiro
e transpiro as dores, os sinais destes tempos,
que se perdem nos dias e se esquecem nas horas.
Dançam os corpos como num quadro de Matisse.
E lançamos jogos de luz em festa,
desenhamos luas de papel em copas,
erguemos gaivotas de espuma nos dedos,
num pano fundo de cetim azul.
E começa o bailado,
no eterno marulho do sarangui,
corpos que se invertem e abandonam à vontade de Ser.
Docemente, a luz adormece
numa espiral contínua voltamos ao local de sempre,
levitamos sem rumo,
sonhamos o que é e como sempre foi,
afinal sempre cá estivemos. Nada há a temer.
É bom voltar a casa…
II- Om
Grave reverberação
repercussão é Ser…
Personificamos o Som,
descendo em gotas de chuva,
perfumando de orvalho a terra molhada.
Sopro, soprando,
Soprano… canto o ar que respiro.
Pauta de estrelas,
a canção do Universo…
a plenitude num abrir e fechar de olhos!
Subo ao cume da montanha branca
nas mãos levo o globo das notas soltas,
danço no pó que cintilante se ergue
em estrelas cardeais.
Dissonâncias e harmonias
eleva-se a voz,
multiplicam-se os tons, em crescendo contínuo,
música numa oitava maior,
sete notas musicais
sete sementes … por fim: a Clave de Sol.
Desde há muito que conheço este lugar,
jardim de nenúfares e jasmim,
o ermo local do encontro.
Entro na sala perfumada de incenso
deixo cair o pano, fecho os olhos,
repouso as mãos no colo: vou ter comigo.
A sala está completa, estrelas brilham na noite lá fora,
as palmas das mãos apontam para terra.
Rodopiando, cantamos em tons de flauta e de cítara,
antecedendo o movimento dos corpos nas ondas de calor.
Sentados em silêncio, como esfinges em cima de núvens,
mergulhamos , aguardando a enchente de maré.
Como átomo que se transcende e dissocia,
deixo-me guiar pelo som,
água que bebo,
fonte de vida:
respiro
e transpiro as dores, os sinais destes tempos,
que se perdem nos dias e se esquecem nas horas.
Dançam os corpos como num quadro de Matisse.
E lançamos jogos de luz em festa,
desenhamos luas de papel em copas,
erguemos gaivotas de espuma nos dedos,
num pano fundo de cetim azul.
E começa o bailado,
no eterno marulho do sarangui,
corpos que se invertem e abandonam à vontade de Ser.
Docemente, a luz adormece
numa espiral contínua voltamos ao local de sempre,
levitamos sem rumo,
sonhamos o que é e como sempre foi,
afinal sempre cá estivemos. Nada há a temer.
É bom voltar a casa…
II- Om
Grave reverberação
repercussão é Ser…
Personificamos o Som,
descendo em gotas de chuva,
perfumando de orvalho a terra molhada.
Sopro, soprando,
Soprano… canto o ar que respiro.
Pauta de estrelas,
a canção do Universo…
a plenitude num abrir e fechar de olhos!
Subo ao cume da montanha branca
nas mãos levo o globo das notas soltas,
danço no pó que cintilante se ergue
em estrelas cardeais.
Dissonâncias e harmonias
eleva-se a voz,
multiplicam-se os tons, em crescendo contínuo,
música numa oitava maior,
sete notas musicais
sete sementes … por fim: a Clave de Sol.
16 janeiro 2007
The Melancholy Death of Oyster Boy and Other Stories
Stick Boy liked Match Girl,He liked her a lot.
He liked her cute figure,
he thought she was hot.

But could a flame ever burn
for a match and a stick?
It did quite literally;
he burned up quick.
One day in the park
I had quite a surprise.
I met a girl
who had many eyes.
She was really quite pretty
(and also quite shocking!)
and I noticed she had a mouth,
so we ended up talking.
We talked about flowers,
and her poetry classes,
and the problems she'd have
if she ever wore glasses.
It's great to now a girl
who has so many eyes,
but you really get wet
when she breaks down and cries.
One day in the parkI had quite a surprise.
I met a girl
who had many eyes.
She was really quite pretty
(and also quite shocking!)
and I noticed she had a mouth,
so we ended up talking.
We talked about flowers,
and her poetry classes,
and the problems she'd have
if she ever wore glasses.
It's great to now a girl
who has so many eyes,
but you really get wet
when she breaks down and cries.
Tim Burton
12 janeiro 2007
Jovens Herois de Shaolin
Hoje fui alvo de um dos convites mais tentadores do milénio. RB, esse grande amigo e ilustre lampião (ninguém é perfeito) acabou por arruinar o conceito de “tempos livres”. Inspirado pela conhecida paranóia que nutro pelas artes marciais em especial pelo imaginário Kill Bill e Tigre e o Dragão, RB apresentou-me à nova modalidade Haidong Gumdo, que se desenvolverá algures num espaço perto da segunda circular, ali como quem vai para o Grande Alvalade XXI.Haidong Gumdo é uma arte marcial da espada criada na Coreia durante a dinastia de Konguryo (para quem não sabe, um dos reinos mais antigos da península de Han [37 B.C. - 668 A.D] as enciclopédias on line fazem maravilhas). Não interessa, tem espadas, envolve artes marciais, sons orientais e a possibilidade de encarnar, as vestes de um Samurang. Há um problema contudo, a semana só tem 7 dias e eu nasci no dia 31 de Fevereiro. Passem-me os sais por favor!
10 janeiro 2007
Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência!
O espírito natalício ainda continua a fazer maravilhas: recebi como oferta dos amigos AM /JB e JB a caixa de DVD da excelente série da BBC "Coupling". Resultado: é de ir às lágrimas. Seis amigos, residentes em Londres, na casa dos trinta, com muitos "apetites", dilemas, confusões, histórias trocadas e paranóias com rasgos de humor típicos da Britcom. Um verdadeiro desfile de disparates!As personagens masculinas são viciadas em cerveja, sexo, mulheres, comandos televisivos e, tal como não poderia deixar de ser: playstation... essa saga!
O destaque vai para a personagem Jeff, uma excelente caricatura do meu amigo JB! Esta série de comédia permite-me chegar à conclusão que eu também tenho amigos assim, o que me entusiasma particularmente. É bom ter amigos que nos inspiram os comportametnos mais despropositados e que nos dão vontade de escrever umas .... crónicas! Face à abundância de matéria prima, estou a pensar escrever um argumento para vender à BBC. Claro está que o primeiro episódio começaria muito provavelmente com aquela cena do JB no metro de Londres, com aquela cena do JB e as calças de ganga, com as experiências musicais do JB: o trompete, o jazz, a banda marada, o fato de mergulho, "the truly sailing skils", o dilema da prancha de surf, os amigos da VGM! É com carinho que escreveria a série "Encalhados" , revivalismo dos tempos do All Bhrams e das Verdades Dolorosas, das rúbricas misógenas do Gui, do entendimento tardio das piadas do RIC, da gargalhada em dó maior da Iana, as pancadas da Leonora Imã.
Simplesmente genial! É verdade JB, até fisicamente és parecido com o Jeff repara no pormenor da camisa vestida ao contrário. Acreditas em almas gémeas? Ele há coisas...
09 janeiro 2007
Genesis 11: 1-9
A Torre de Babel é mencionada no livro bíblico do Génesis como uma torre enorme construída pelos descendentes de Noé, com a finalidade de tocar os céus. Após a construção da torre, Deus, irado com a megalomania humana, ordenou que todos os trabalhadores da obra começassem a falar em línguas e dialectos diferentes, de modo a que não se pudessem entender, e assim, acabaram por abandonar a sua construção. Foi neste episódio que, segundo a Bíblia, se explica a origem dos idiomas na humanidade, as incompreensões entre os povos, a intolerâncias. “Todos os povos, no plano divino, tinham «somente uma língua e […] as mesmas palavras» (Gn 11, 1), mas os homens dividem-se, voltando as costas ao Criador (cf. Gn 11, 4).”Se os construtores da Torre de Babel quisessem ser compreendidos tinham de aprender a ouvir, tinham de aprender a escutar!
Este episódio do Antigo testamento apresenta-se retratado em "BABEL", o último trabalho do realizador Alejandro González Iñárritu ("21 Gramas", "Amor Cão").
A história começa nas montanhas de Marrocos com um acidente que envolve um casal norte-americano (Brad Pitt, Cate Blanchett) sucedendo-se uma cadeia de acontecimentos em quatro famílias, em quatro continentes diferentes.
Ligados por circunstâncias mas separados por continentes, culturas e línguas, cada personagem é esmagada pelas dificuldades linguísticas e ausência de comunicação. Os rapazes marroquinos que não se entendem com uma arma nas mãos. O casal norte-americano que é demasiado evoluído para saber escutar a linguagem do amor. O pai nipónico que tenta evitar discutir a vida com uma adolescente surda-muda. As luzes da discoteca que soam demasiado alto. A linguagem de um corpo que se abandona entre uma sala e uma varanda. Um bilhete cujo conteúdo não precisa de ser lido. A empregada mexicana que se perde no deserto das teias legais. A geopolítica que confunde as regras e baralha o jogo.
Separados por choques culturais e distâncias desiguais, cada um destes quatro grupos avança tumultuosamente para um destino compartilhado de isolamento, dor e incompreensão.
Cada personagem enfrenta a sensação de perda. A perda da fala, perda da identidade, todos estão perdidos – perdidos no deserto, perdidos no mundo, perdidos de si próprios.
As torres mais altas também caem! (Génesis 11: 1-9).
Pare e escute… e depois fale.
Etiquetas: Cinema
08 janeiro 2007
BOWIE
"It's a god-awful small affairTo the girl with the mousy hair
But her mummy is yelling "No"
And her daddy has told her to go
But her friend is nowhere to be seen
Now she walks through her sunken dream
To the seat with the clearest view
And she's hooked to the silver screen
But the film is a saddening bore
For she's lived it ten times or more
She could spit in the eyes of fools
As they ask her to focus on...
Life on Mars
David Robert Jones (David Bowie) nasceu a 8 de Janeiro de 1947.
Sagres 2007
05 janeiro 2007
Todos ao Santiago!
A Glam Rock Party é já amanhã, dia 6 no Santiago Alquimista. João Peste é um dos senhores dos pratos. A festa começa às 22h! E desta eu vou, eu vou, eu vou.Murnau
A Cinemateca Portuguesa apresenta em Janeiro e Fevereiro uma retrospectiva da obra de F.W. Murnau (1888-1931). O realizador de Nosferatu, O Último dos Homens, Tartufo, Fausto, Aurora ou Tabu, consagrou no cinema a arte da luz e das sombras revisitando o imaginário do horror e do sagrado em personagens tão intensas como as personagens de Aurora, ou na mestria cinematográfica de Nosferatu, a primeira adaptação ao cinema do singular romance de Bram Stocker "Dracula", retomado em 1992 e também de forma excepcional, por Francis Ford Coppola. No termo desta retrospectiva a Cinemateca publicará um volume Murnau na colecção "As folhas da Cinemateca".
Entre o mês de Janeiro e Feveveiro a Cinemateca apresenta:
Nosferatu, eine Symphonie de Grauens
Santanas
O Passeio na Noite
A Terra que Anda
O Castelo de Vogeloed
Phantom
As Finanças do Grão Duque
O Útimo dos Homens
Tartufo
Fausto
Aurora
City Girl
Post: Ainda este mês, nas salas da Barata Salgueiro, desfilam algumas das mais importantes películas de nomes estrondosos do cinema: Clint Eastwood, J. Ford, H. Hawk, Otto Preminger; Roberto Rosselini; Fritz Lang, Lubitch, e last but never least: I. Bergman e Truffaut. A grande surpresa acontece no dia 17 com a projecção de "India Song", a fantástica adaptação ao cinema do romace de Marguerite Duras com a maravilhosa voz de Delphine Sering, registada pela chancela da Crammed Discs numa das BSO da minha vida.
04 janeiro 2007
Convite
ProgramaMúsica vocal do séc. XX
Portugal, Europa oriental e América do Norte
Dez canções regionais portuguesas
Fernando Lopes-Graça(no centenário do seu nascimento)
Já os passarinhos cantam (Beira Baixa)
Camponeza, camponeza (Alentejo)
A moda da Rita (Alentejo)
Já não vou a Vendas Novas (Alentejo)
Ai, ó ai, meu bem (Algarve)
Eu venho da Macelada (Beira Alta)
Ó que calma vai caindo (Beira Baixa)
Não quero que vás à monda (Alentejo)
Dormi, menino, dormi (S. Jorge - Açores)
Anda duérmete niño (Trás-os-Montes)
Quatro laços da dança dos paulitos (Trás-os-Montes)
Quatro cantos de natividade tradicionais portugueses
Fernando Lopes-Graça
Do varão nasceu a vara (Beira Litoral)
Fernando Lobo
Ó, ó, menino, ó (Nozedo de cima – Trás-os-Montes)
José embala o menino (Monsanto)
Eurico Carrapatoso
Ó meu menino (Pias – Alentejo)
Dois cantos de trabalho tradicionais portugueses
Fernando Lobo
Minha roda ‘stá parada (margens do Zêzere)
Eugénio Rodrigues
Cantiga da Roda (Dornelas do Zêzere, Pampilhosa da Serra)
Da Europa Oriental à América do Norte
M. Ekmalia
Surb Sanctus (Arménia)
Kodaly
Esti dal Kodaly (Hungria)
György Órban
Daemon irrepit callidus György Órban (Hungria)
Peter Aston
Alleluya Psalat (Inglaterra)
Harry Warren / Arr. BWP
Chatanooga choo-choo (EUA)
03 janeiro 2007
Gabba, Gabba Hey
Após o concerto de 2002 no Paradise Garage, o antigo baterista dos Ramones, Marky Ramone, regressa a Lisboa, ao Santiago Alquimista, para apresentar "Marky Ramone and Friends- an evening of music by the Ramones-30 Ramones numbers. Música com cuspo e suor!Os portugueses Vicious Five encarregam-se da primeira parte e o Zé Pedro dos Xutos vai assumir os comandos do after party.
As portas abrem às 2oh, o concerto começa às 22h e depois... logo se vê!
O Santiago continua a fazer milagres ainda esta semana com a Glam Rock Party, já no próximo dia 6.
Acho que daqui a um mês tenho de ir de férias para as termas!
Back to Town

Back to Town.
A todos os que por aqui passam um excelente 2007!
Muito Rock, muito concertos, muita alegria!
And today people, we have: Marky Ramone @ Santiago Alquimista. O ano começa bem para os lados de Lisboa. É bom estar de volta.
Já tinha saudades da bilheteira da Fnac (NIN foi o primeiro bilhete do ano... a coisa promete!), do cantinho no BA, do pequeno café em frente à minha casa, das loucuras do André (thanks for the black hair) do frenesim que antecipa a ida a concertos, dos almoços nos Tibetanos, dos passeios pela Avenida da Liberdade, dos ensaios às 21h .... das corridas loucas para as salas de concerto que se espalham por Lisboa, da baixa, do Incógnito, dos amigos. É tão bom voltar ao trabalho e rever pessoas com cara de "Xiça estou com uma azia danada", ou "Bolas, já não cago há três dias".É bom rever o cão da vizinha do lado e rosnar-lhe de soslaio, é bom comprar gomas antes de alugar um DVD, é bom voltar àquela sala de cinema. É maravilhoso andar na rua e ninguém saber o meu nome! É verdade, Lisboa está linda!
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