31 maio 2007

 

Andrew Bird

"(...) subitamente, a banda sonora do mundo está entregue a grupos traquinas como Architecture in Helsinki, Final Fantasy, Fiery Furnaces, Of Montreal ou Arcade Fire. Algures no meio estará decerto Andrew Bird (... )"
in, Newsletter AnAnAnA 16/03/07

Hoje no Cinema S. Jorge em Lisboa, às 22h


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1973 (Shirley Bassey- Light my Fire)


Shirley Bassey- Light my Fire (1973)

Etiquetas: 1973


# publicada por Chandra @ 5/31/2007 3 Comentários

30 maio 2007

 

Ballo popolare

É hoje no B.Leza . E diz que "vai bem com tinto..."

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29 maio 2007

 

1973


Brian Ferry/Roxy Music- More than This

Etiquetas: 1973


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28 maio 2007

 

1973 (Spot Publicitário- Restaurador Olex)


Restaurador Olex

# publicada por Chandra @ 5/28/2007 10 Comentários

25 maio 2007

 

1973

Iniciamos a rubrica 1973!
1973 apresenta-se em versão "Final Countdown", incluindo outras sub-rubricas baseadas no revivalismo de alguns vídeos, telediscos, spots publicitários, traduções e tal. A edição final da 1973 Piro Party acontece em data a anunciar, algures entre meados e princípios de.
Estão abertas as votações para eleição do vencedor do prémio Edial "É de ir às Lágrimas". Os participantes habilitam-se ao sorteio de um Ferro de Engomar, seis Naprons e duas Torradeiras eléctricas.
Altos Patrocínios: (ACRU) Alto Comissariado para os Refugiados do Ultramar; JOP (Juventude Operária Portuguesa); APRE (Associação de Portuguesa Retalhistas e Estofadores).
Patrocíniozinhos: Pasta Medicinal Couto; Restaurador Olex; Polilon; Cabana dos Parodiantes de Lisboa.

Nancy Sinatra: These Boots Are Made for Walking

Etiquetas: 1973


# publicada por Chandra @ 5/25/2007 12 Comentários

23 maio 2007

 

Zodiac

Inevitável. David Fincher (Se7en, Fight Club) é um realizador que cria grandes expectativas quando anuncia um novo filme centrado na história de um serial killer. Foi assim com “Zodiac”. Fincher regressa às histórias sobre o Mal, optando contudo, por um formato menos estilizado que Se7en. A saga de “Zodiac” é narrada de forma mais realista e descritiva, o que o torna num filme demasiado longo, cru e com alguns pormenores desnecessários. Mas apesar de excessivamente longo, “Zodiac” é um filme de referência, não só por que é um filme sobre outro filme, mas porque relata a inevitabilidade de certos factos, a frustração de certas buscas, a constatação de que o Mal pode ser perseguido mas nem sempre aprisionado.
A história de “Zodiac” desenrola-se nos EUA na década de 60/70. É mérito de Fincher a recuperação da imagem da década, destacando-se as técnicas de realização, a fotografia, a luz e os planos de filmagem. É também muito bem conseguida a recuperação de certos ícones da época, destacando-se o excelente desempenho de Mark Ruffalo que encarna o detective carismático, embora na versão de quase herói.
Fincher opta por analogias explícitas a Dirty Harry (1971) e ao inspector Harry Callahan (recorde-se a cena do cinema com o serial killer Scorpio) parecendo homenagear ou recriar o filme de época.
Mas que filme de época? Em Zodiac o realizador mistura cenários de Hitchcock Shadow of a Doubt
(1943), com os imaginários de Fritz Lang/Murnau (recorde-se a cena da cave, o film noir), recupera The Most Dangerous Game (1932), da dupla Irving Pichel e Ernest B. Schoedsack e parece invocar Orson Welles em Touch of Evil (1958). São tantas as referências e tão descompassadas em termos estéticos e temporais, que em “Zodiac” o espectador parece perder o rumo. A investigação perde o serial killer, as personagens vão perdendo o seu papel (é o caso da fantástica personagem encarnada por Robert Downey Jr), os media perdem o entusiasmo, mas o Mal subsiste por obsessão. A obsessão de um cartoonista, Jake Gyllenhaal: “I Need to know who he is . I need to stand there, I need to look him in the eye and I need to know that it's him."
E assim acontece, num dos últimos planos do filme, basta olhá-lo nos olhos para saber quem é ele: Zodiac. As cenas que se seguem são desnecessárias pois a história ficou contada ali… naquele trocar de olhos.

Etiquetas: Cinema


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22 maio 2007

 

Moon Water

Excelentes novidades no mundo da dança.
A 42.º edição do Festival de Sintra, apresenta a Cloud Gate Dance Theatre of Taiwan. Esta companhia, fundada e dirigida pelo coreógrafo Lin Hwai-min, tem sido aclamada pela crítica internacional como "uma das melhores companhias de dança do mundo". Entre as várias criações apresentadas pela Cloud Gate destacam-se, como elementos comuns, a formação dos bailarinos que passa pela dança clássica, moderna e contemporânea, o Tai Chi Tao Yin, a meditação, artes marciais, o movimento da ópera chinesa, referências filosóficas ao budismo e ao taoismo, entre outras formas de expressão máxima da imagem e dos cenários. A Cloud Gate escolheu a coreografia Moon Water para apresentar no Festival de Sintra. Esta peça inspira-se no provérbio budista: “Flowers in the mirror or moon in the water are both illusions” e na máxima: “Energy flows as water, while the spirit shines as the moon”.
Moon Water desdobra-se ao som das maravilhosas Suites para Violoncelo Solo de J. S. Bach. A Cloud Gate Dance Theatre of Taiwan apresentar-se-á em Sintra entre 15-06-07 e 16-06-07.

# publicada por Chandra @ 5/22/2007 2 Comentários

21 maio 2007

 

Revisited 12



"Go ahead, make my day."

Dirty Harry, Don Siegel

Etiquetas: Revisited


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18 maio 2007

 

Mysteries


Beth Gibbons/Rustin'Man

# publicada por Chandra @ 5/18/2007 2 Comentários
 

A minha geração....

Quinta feira, Bairro Alto, ZDB. Muito calor, muito calor!
JP Simões fez desfilar alguns dos melhores temas de 1970. Entoou "factos reais, ou quase reais, ou melhor ...factos ideais", com canções "conjugais, mas... já depois", lançou caretas à Dora, escondeu-se Feio num guarda-chuva esverdeado, levou convidados (e que bons que eram!), brincou à Tom Waits e W. Allen, fumou mais um cigarro, entre histórias de Coimbra e fitas "queimadas, gomadas, fumadas", Jobim/Buarque, "feridas com açucar" e outras formas de fazer esconder a vontade de não se revelar. E como balbuciou algures entre o micro e as conversas paralelas, piada de amigos, a "língua é uma armadilha, mas é a única fiável".
1970, "A minha geração(...) " ! Que belo "Retrato".

# publicada por Chandra @ 5/18/2007 1 Comentários

16 maio 2007

 

Transvision Vamp


I want your love/ Transvision vamp

# publicada por Chandra @ 5/16/2007 8 Comentários

15 maio 2007

 

Inland (Fake) Empire

Não se trata da banda sonora do mais recente filme de David Lynch, nem de um registo de opinião sobre o Inland Empire. Apesar de ter visto o filme há mais de um mês, ainda não o digeri o suficiente para escrever sobre ele. Talvez seja por isso que gostei tanto de Inland Empire!
Inland Empire é um filme maior. Peca, em minha opinião, por ser demasiado longo. Porém neste filme, Lynch é um Imperador dos Sentidos. Gostei muito. Um dia talvez consiga escrever sobre este filme mas, por enquanto, o mais importante não é explicá-lo. Como se canta em Fake Empire: "let’s not try to figure out everything at once".
Já agora, Fake Empire é o primeiro single de Boxer do próximo trabalho dos The National que poderão ouvir aqui: The National: "Fake Empire"
"(...) Turn the light out say goodnight
no thinking for a little while
let’s not try to figure out
everything at once
it’s hard to keep track of you
falling through the sky
we’re half-awake in a fake empire...

we’re half-awake in a fake empire..."

# publicada por Chandra @ 5/15/2007 4 Comentários

14 maio 2007

 

"Está dito"

Comecemos pelo Fim.
À saída, o Theatro anunciava a continuação de um cenário novo. Lá fora, Braga.
Frontarias cinzentas, adornadas por contornos harmónicos, rasgadas por feixes pálidos na noite abandonada, vazia, aberta aos vagabundos de bares cerrados, estendida sob o lamaçal de nuvens cinzentas que repousavam na calçada.
Braga é Bela! “Desconfia de mim, sobretudo, se és belo!"- dissera o anfitrião da noite.
A cada esquina daquela noite, a cada canto dos Cantos de Maldoror, ele. Quem é ele? Ostenta pinças de escaravelho, discursa como se fosse o criador do microcosmo, mandatário da autoridade pública hedionda que se aplaude em “Ironia”, em seu próprio escárnio: Maldoror!
Adolfo Luxúria Canibal, encarnou o protagonista, entrou no aquário, comeu o tubarão, sorveu a água tépida e embriagou a plateia com a sua bebedeira estética, seduzindo, declamando, conspurcando com o perfume da poesia: “Estou sujo, roído de piolhos, os porcos quando olham para mim vomitam”.
Num cenário do faz de conta, os Mão Morta sustentavam as malhas da teia no éter de riscos sonoros, com os rasgos da guitarra, como a mão que embala o berço, enquanto o grande insecto se metamorfoseava na tela, enchendo um Theatro de Poesia.
Aplausos! Os Mão Morta deram um Grande Espectáculo. Enorme!
No princípio foi assim… e vem sendo cada vez melhor!
“Fatalidade Extraordinária”.

# publicada por Chandra @ 5/14/2007 4 Comentários
 

Revisited 11

"What are you doing? Stop it! Stop it! Give me those. You can't photograph people like that. Who says I can't? I'm only doing my job. Some people are bullfighters some people are politicians. I'm a photographer."
Blow Up, Michelangelo Antonioni

Etiquetas: Revisited


# publicada por Chandra @ 5/14/2007 0 Comentários

11 maio 2007

 

Maldoror

Braga. Maldoror. Mão Morta. Vamos ao Circo!

# publicada por Chandra @ 5/11/2007 0 Comentários
 

A Música e o Acaso

O Festival Documenta Madrid conta com a participação de Filipe Araújo, realizador português que apresenta o seu trabalho sobre as ilhas selvagens, intitulado “Selvagens: A Última Fronteira”. O documentário que tem rodado por estes dias em Madrid foi consequência de uma reportagem encomendada pelo Jornal Expresso. Com meios técnicos limitados o autor contou com a ajuda de outros dois colegas de trabalho, o jornalista Micael Pereira e o fotógrafo José Ventura, para a recolha de imagens e sons que valeram 30 minutos de filme. Acrescente-se a excelente banda sonora da autoria de Ana Araújo.
Tal como refere a entrevista no DN, Filipe gosta dos acasos, de justificar as boas histórias que encontra com golpes de sorte. Mas os golpes de sorte nunca vêm por acaso. Os golpes de sorte são faculdades que alguns conseguem transformar em momentos criativos. Neste caso juntou se a Música da Ana e o Acaso do Filipe. E quando a Música se junta ao Acaso, abrem-se novas fronteiras.

# publicada por Chandra @ 5/11/2007 0 Comentários

10 maio 2007

 

Apanhados

Imaginem o Chiado ao fim da tarde, beber uma imperial algures numa esplanada de Lisboa e assistir a um concerto dos The Shins, passear pelos jardins da Gulbenkian ao som de The Divine Comedy, ficar encurralados num elevador com os Arcade Fire, dançar por aí com The National, dizer Au Revoir Simone nas ruas de NY. Imaginem tudo documentado num formato vídeo incidental. A ideia parte de um site francês: filmar concertos acidentalmente com tudo e todos que vêm à mão. A lista é longa e eu escolhi estes.

# publicada por Chandra @ 5/10/2007 0 Comentários

09 maio 2007

 

2007. O Ano Louco 2

Segundo o site oficial da banda, os Young Gods regressam a Portugal para um concerto em Julho, num tal de "Open Air Event", na bela cidade do Porto.
O Trio formado em Genebra, no ano de 1985, constitui uma das bandas de referência do universo do chamado "rock industrial" e são responsáveis alguns dos melhores concertos e albúns de sempre. Não posso deixar de fazer referência a "L'Eau Rouge", "Play Kurt Weil" e "TV Sky" que marcaram uma década e que esgotaram a agulha do vínil . Em Abril de 2007, o trio regressa com Super Ready / Fragmenté, que incorpora temas tremendamente poderosos como "I’m The Drug”, “Freeze”, “C’est quoi c’est çà” e “El Magnifico". Arrebatadores! Arrebatadores!

# publicada por Chandra @ 5/09/2007 2 Comentários

08 maio 2007

 

Nina


É Nina Simone. O tema, Wild is the Wind. Já foi recuperado várias vezes, com versões muito interessantes como a de D. Bowie e de Chan Marshall.
É lindo demais! E pertence-te Nina
...
You sing I hear the sound, of mandolins...

# publicada por Chandra @ 5/08/2007 0 Comentários

07 maio 2007

 

Revisited 10

" The beauty of quitting is, now that I've quit, I can have one, 'cause I've quit."
Coffee and Cigarettes; Jim Jarmusch

Etiquetas: Revisited


# publicada por Chandra @ 5/07/2007 0 Comentários

06 maio 2007

 

Vagabundos

Naquela tarde, pela primeira vez, proferiu a palavra e escreveu-a na areia molhada, deixando-a para trás, como um testemunho que o mar guarda no ritmo descompassado da maré.
Minutos antes frente ao mar, com os pés enterrados no areal, recuperou o gosto salgado dos salpicos das ondas. Ou seria o líquido dos olhos ainda quente que lhe turvava a vista. Ou seria a Luz intensa que lha feria o olhar? Seria tudo uma reacção física ao vento frio do fim da tarde? Sim, não mais que isso!
No regresso a Lisboa pulsava-lhe o peito em ritmos alternados, sustentados pelo movimento contínuo dos pés, pelas mãos que teimavam em marcar o ritmo, como se respirasse música. Como se estivesse ligada a um tubo de oxigénio que lhe enchia o corpo, um soro timbrado que lhe percorria as veias e alimentava as células, a pele, o sorriso.
Já passava das sete da tarde quando subia as escadas do prédio. Gostava de refrescar as mãos no corrimão, deslizando-as em tom e carícia, mas naquela tarde, os braços caídos ao longo do corpo, retardavam as pernas trémulas, amortecidas.
O som metálico da chave rodou três vezes antes de abrir o espaço que anuncia a casa. Atrás de si, sem surpresa, o som seco da porta de madeira.
Deixou-se cair no chão, segurando os joelhos com os antebraços. Estava cansada. Mas valera todo o esforço, pois nessa tarde a palavra ficara escrita. O compromisso fora formalmente selado no tecido da areia, sob o testemunho do sal.
A casa diminuíra de súbito, o tecto descia, a luz do dia anunciava as últimas horas e a fome esmagava o estômago dando sinais do corpo vivo.
Tinha receio de adormecer naquele soalho, mas queria despir as lentes que não lhe transpiravam os olhos. Queria enterrar-se no soalho quente e curvar-se sob a dor aguda, guardada no recanto do corpo onde a saliva desce.
As mãos frias enterradas nos cabelos perderam a missão do amparo, a dimensão do abraço, o testemunho da escrita. O espaço da sala rodava as horas, queimava o incenso doce, enquanto a caneta deslizava na folha branca para reproduzir os caracteres da palavra abandonada da praia.
Tinha de repetir-se nesse verbo! Tinha de repetir-se nele e escreveu-o até o imprimir no cérebro, na ponta dos dedos, nos ecos e espirais da respiração.
Era tarde quando saiu de casa. Não conseguiu desligar o leitor de CD’s. O Tom Waits ficara na sala… era agradável imaginá-lo ainda a conversar quando regressasse a casa, ao fim de umas horas.
Acabou por encontrar-se a caminho do Bairro Alto. Entrou no bar sinalizado pela sua sede, fingindo procurar alguém conhecido como se tivesse chegado antes da hora.
Sentou-se na mesa de madeira, ajeitou a madeixa que lhe escondia o olhar, limpou com a manga do casaco a cinza do cigarro de alguém e bebeu lentamente o líquido loiro, sugando a espuma branca, agridoce. Rodava o copo entre os dedos, abortando o percurso das gotas que o sangravam, escondendo o embaraço de estar a ser analisada por seis olhos na mesa do lado.
Ao balcão contou os trocos no mármore frio, pediu mais uma imperial e saiu pelas ruas do Bairro da Cidade onde ninguém a lia.
Acabou a noite num bar incógnito do costume, acompanhada da dança da caras de sempre, dos amantes da mesma música, dos amigos. Dançou até se esquecer de si, do grafismo da praia.
Ao chegar a casa, o Tom já tinha saído para um bar qualquer, é este o código dos vagabundos.
O incenso já não queimava as horas. Sentou-se no sofá: rodava Fauré, sempre Gabriel Fauré e adormeceu, esquecendo-se de tirar as malditas lentes que travam a queda do líquido dos olhos.
É domingo. Canta-se a capella na baixa. Antes de sair reescreveu a palavra. Mas para quê? Se sempre nos dissemos nos silêncios. E eles sim, têm todo o sentido do verbo.
Estás aqui nestas palavras. E no silêncio que se segue. Para quê querer-te mais?

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03 maio 2007

 

One day, I am gonna grow wings...

Transport, motorways and tramlines,
starting and then stopping,
taking off and landing,
the emptiest of feelings, disappointed people, clinging on to bottles,
and when it comes it's so, so, disappointing.
Let down and hanging around,
crushed like a bug in the ground.
Let down and hanging around.
Shell smashed, juices flowing
wings twitch, legs are going,
don't get sentimental,
it always ends up drivel.
One day, I am gonna grow wings,
a chemical reaction, hysterical and useless hysterical and
let down and hanging around,
crushed like a bug in the ground.
Let down and hanging around.
Let down, Let down, Let down.
You know, you know where you are with,
you know where you are with,
floor collapsing, falling, bouncing back
and one day, I am gonna grow wings,
a chemical reaction, [You know where you are,]
hysterical and useless [you know where you are,]
hysterical and [you know where you are,]
let down and hanging around,
crushed like a bug in the ground.
Let down and hanging around.
Let Down, Radiohead

# publicada por Chandra @ 5/03/2007 0 Comentários

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