14 maio 2007
"Está dito"
Comecemos pelo Fim.
À saída, o Theatro anunciava a continuação de um cenário novo. Lá fora, Braga.
Frontarias cinzentas, adornadas por contornos harmónicos, rasgadas por feixes pálidos na noite abandonada, vazia, aberta aos vagabundos de bares cerrados, estendida sob o lamaçal de nuvens cinzentas que repousavam na calçada.
Braga é Bela! “Desconfia de mim, sobretudo, se és belo!"- dissera o anfitrião da noite.
A cada esquina daquela noite, a cada canto dos Cantos de Maldoror, ele. Quem é ele? Ostenta pinças de escaravelho, discursa como se fosse o criador do microcosmo, mandatário da autoridade pública hedionda que se aplaude em “Ironia”, em seu próprio escárnio: Maldoror!
Adolfo Luxúria Canibal, encarnou o protagonista, entrou no aquário, comeu o tubarão, sorveu a água tépida e embriagou a plateia com a sua bebedeira estética, seduzindo, declamando, conspurcando com o perfume da poesia: “Estou sujo, roído de piolhos, os porcos quando olham para mim vomitam”.
Num cenário do faz de conta, os Mão Morta sustentavam as malhas da teia no éter de riscos sonoros, com os rasgos da guitarra, como a mão que embala o berço, enquanto o grande insecto se metamorfoseava na tela, enchendo um Theatro de Poesia.
Aplausos! Os Mão Morta deram um Grande Espectáculo. Enorme!
No princípio foi assim… e vem sendo cada vez melhor!
A cada esquina daquela noite, a cada canto dos Cantos de Maldoror, ele. Quem é ele? Ostenta pinças de escaravelho, discursa como se fosse o criador do microcosmo, mandatário da autoridade pública hedionda que se aplaude em “Ironia”, em seu próprio escárnio: Maldoror!
Adolfo Luxúria Canibal, encarnou o protagonista, entrou no aquário, comeu o tubarão, sorveu a água tépida e embriagou a plateia com a sua bebedeira estética, seduzindo, declamando, conspurcando com o perfume da poesia: “Estou sujo, roído de piolhos, os porcos quando olham para mim vomitam”.
Num cenário do faz de conta, os Mão Morta sustentavam as malhas da teia no éter de riscos sonoros, com os rasgos da guitarra, como a mão que embala o berço, enquanto o grande insecto se metamorfoseava na tela, enchendo um Theatro de Poesia.
Aplausos! Os Mão Morta deram um Grande Espectáculo. Enorme!
No princípio foi assim… e vem sendo cada vez melhor!
“Fatalidade Extraordinária”.
Comentários:
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então e eu, que sou o pé vivo, cheio de atletas de mais alta especime... adoro destilar babuseiras, tenho 2 cm de camada de porcaria acumulada, estou roida de carraças e ratos, e cheiro a estábulo... se esse menino que tem a mania que é autoridadezinha hedionda me visse, olha cagavasse e vomitavasse todo!! Fzinha :P
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