01 junho 2007
A aquisição da semana remete, mais uma vez, para Gabriel Fauré cujo maravilhoso Requiem chegou novamente aos escaparates numa memorável gravação dirigida, por Michel Corboz. A excelente iniciativa da Mirare junta à Missa de Requiem (opus 47), outras peças do compositor: o Ave Verum (opus 65) e Ave Maria (opus 67), ambas para vozes femininas e órgão, e o Tantum Ergo (opus 56), para coro e órgão. Para coroar esta edição só falta a Messe Basse e a Cantique de Jean Racine.
Antevendo algumas críticas de eruditos amigos, ouso afirmar que dentro do capítulo Requiem é incontestável a estrondosa magnitude e beleza do Requiem de Fauré. Se é certa a paixão por Brahms, a sedução e arrebatamento do Mozart, reitero a minha opinião sobre Fauré: o mais belo Requiem de todos os tempos.
Fauré é, sem dúvida, um dos maiores compositores franceses modernos e um distinto representante da influência impressionista na música. As suas composições são mágicas: o perfume, a elegância, a clareza, o recato poético, a doçura da melodia, fazem de Fauré um dos maiores mestres de todos os tempos.
A crítica musical apelidou este Requiem como a “canção de embalar da morte” por não haver expressão de imagens terrificantes. Contrariamente, por exemplo, ao Requiem de Verdi com um Dies Irie que é de bradar aos céus (literalmente), Fauré optou por não autonomizar o temor e tremor no seu Requiem. Suprimiu o Dies Irae e incluiu súplicas doces, sustentadas pela candura da harpa pelo canto do soprano no Pie Jesu e In Paradisum, para assim difundir a ideia de libertação e confiança na “viagem”. A magia começa no Kyrie contínua melodiosa no Agnus Dei, atinge o brilho no maravilhoso Sanctus, mas é na passagem Pie Jesu e In Paradisim que Fauré se exprime como um compositor de Luz: lucetat eis! Como alguém terá dito depois interpretar este Requiem: “é a plenitude num abrir e fechar de olhos!
Antevendo algumas críticas de eruditos amigos, ouso afirmar que dentro do capítulo Requiem é incontestável a estrondosa magnitude e beleza do Requiem de Fauré. Se é certa a paixão por Brahms, a sedução e arrebatamento do Mozart, reitero a minha opinião sobre Fauré: o mais belo Requiem de todos os tempos.
Fauré é, sem dúvida, um dos maiores compositores franceses modernos e um distinto representante da influência impressionista na música. As suas composições são mágicas: o perfume, a elegância, a clareza, o recato poético, a doçura da melodia, fazem de Fauré um dos maiores mestres de todos os tempos.
A crítica musical apelidou este Requiem como a “canção de embalar da morte” por não haver expressão de imagens terrificantes. Contrariamente, por exemplo, ao Requiem de Verdi com um Dies Irie que é de bradar aos céus (literalmente), Fauré optou por não autonomizar o temor e tremor no seu Requiem. Suprimiu o Dies Irae e incluiu súplicas doces, sustentadas pela candura da harpa pelo canto do soprano no Pie Jesu e In Paradisum, para assim difundir a ideia de libertação e confiança na “viagem”. A magia começa no Kyrie contínua melodiosa no Agnus Dei, atinge o brilho no maravilhoso Sanctus, mas é na passagem Pie Jesu e In Paradisim que Fauré se exprime como um compositor de Luz: lucetat eis! Como alguém terá dito depois interpretar este Requiem: “é a plenitude num abrir e fechar de olhos!
Etiquetas: Fauré
Comentários:
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Não havendo grandes motivos para receber influências musicais de V.exa. esta até foi das que valeram a pena.
Falta também o Pavane na edição.
Falta também o Pavane na edição.
Não sejas Parvane... o Parvane não viria acrescentar nada de interessante a esta edição, quiçá um bocejo! Fica atento a esta editora... tenho de ver se os amigos da VGM trabalham com este catálogo. E em breve trarei boas novas da chancela ECM Records;)
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