29 outubro 2007
Patty Smith em Lisboa
Passava da hora marcada para o início de um dos grandes concertos do ano. O Coliseu de Lisboa aguardava Patti Smith numa inquietação que fazia rodar as cabeças da plateia num frenesim crescente: “Patti, não demores amanhã a malta trabalha” comentava-se entre-dentes, um misto de expectativa e ansiedade para testemunhar o privilégio de assistir ao concerto d’ A Patti Smith.
Patti subiu ao palco do Coliseu e testemunhou a sala cheia, arrumadinha, de plateia sentada mas unânime num aplauso caloroso em jeito de ovação e gratidão, independente dos resultados da actuação da noite.
Patti sorriu e ao seu jeito de l’enfant terrible lançou a carismática voz no primeiro tema da noite “Redondo Beach”. O público alinhou no convite e aos primeiros momentos da noite Patti já tinha conquistado a sala, reafirmando a identidade de soberana do Rock, confirmando a excelência, a atitude, a forma física e vocal.
Patti desfilou grandes temas da sua carreira, convocou grandes títulos do Rock’n’Roll, entregou a alma aos temas de “Twelve”, relembrou os Television, dedicou um tema ao Tom, e juntou ao desfile das grandes almas do Rock um desfile pela sala do Coliseu surpreendendo a plateia acarinhada num diálogo amoroso de reverência e adoração. “Este é o meu povo”, parecia ser a frase que Patti tinha em mente, desfilando pela sala, tocando as mãos, contemplando frente a frente, numa pausa digna de Rainha, rostos, sorrisos, emoções.
Patti prestou culto a Fernando Pessoa, dedicando temas ao poeta e à sua cidade, e ao homenagear Lisboa com o intemporal Perfect Day, esqueceu a letra e improvisou “Oh such a perfect day… drinking coffee with Pessoa and have some fun!”. Patti lançou “Gloria” já com a plateia desarrumada, deliciosamente desalinhada, dançando em frente ao palco, como deveria ter sido desde o início pois este é o ritual devido aos grandes mestres! Regressou ao palco, voltou a embriagar-nos e despediu-se de Lisboa, dos seus poetas, do seu povo, deixando pairar a emoção, afinal não fora ela “já qualquer coisa de portuguesa”.
Uma grande noite! Um grande concerto. Foi um enorme privilégio.
A lenda está viva!
Cumpriu-se a profecia!
Patti subiu ao palco do Coliseu e testemunhou a sala cheia, arrumadinha, de plateia sentada mas unânime num aplauso caloroso em jeito de ovação e gratidão, independente dos resultados da actuação da noite.
Patti sorriu e ao seu jeito de l’enfant terrible lançou a carismática voz no primeiro tema da noite “Redondo Beach”. O público alinhou no convite e aos primeiros momentos da noite Patti já tinha conquistado a sala, reafirmando a identidade de soberana do Rock, confirmando a excelência, a atitude, a forma física e vocal.
Patti desfilou grandes temas da sua carreira, convocou grandes títulos do Rock’n’Roll, entregou a alma aos temas de “Twelve”, relembrou os Television, dedicou um tema ao Tom, e juntou ao desfile das grandes almas do Rock um desfile pela sala do Coliseu surpreendendo a plateia acarinhada num diálogo amoroso de reverência e adoração. “Este é o meu povo”, parecia ser a frase que Patti tinha em mente, desfilando pela sala, tocando as mãos, contemplando frente a frente, numa pausa digna de Rainha, rostos, sorrisos, emoções.
Patti prestou culto a Fernando Pessoa, dedicando temas ao poeta e à sua cidade, e ao homenagear Lisboa com o intemporal Perfect Day, esqueceu a letra e improvisou “Oh such a perfect day… drinking coffee with Pessoa and have some fun!”. Patti lançou “Gloria” já com a plateia desarrumada, deliciosamente desalinhada, dançando em frente ao palco, como deveria ter sido desde o início pois este é o ritual devido aos grandes mestres! Regressou ao palco, voltou a embriagar-nos e despediu-se de Lisboa, dos seus poetas, do seu povo, deixando pairar a emoção, afinal não fora ela “já qualquer coisa de portuguesa”.
Uma grande noite! Um grande concerto. Foi um enorme privilégio.
A lenda está viva!
Cumpriu-se a profecia!
Comentários:
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nos bons tempos da patti ainda era eu muito novinho, tenho apenas uma ideia do som dos television e não pensava que essa senhora ainda cantasse. delicioso o pormenor das cadeiras, devem ter tido em conta a idade do público, rock sentado é do best !
r.
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r.
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