11 agosto 2008
O Triunfo da Estética
É impossível resistir à febre das Olimpíadas! Em conversa com uns amigos, enquanto assistíamos a um jogo de esgrima, comentávamos o culto das Olimpíadas e a forma como os Jogos se caracterizavam nos diferentes contextos geopolíticos do Século XX. Quem não se recorda dos duelos de medalhas entre a antiga URSS e os EUA? Quem não se recorda das épicas vitórias dos nossos maratonistas, dos hinos, canções, mascotes e logótipos?
Já para não falar dos maravilhosos cartazes que serviram de suporte iconográfico às olimpíadas da era moderna!
Mas é curioso constatar que a “cambalhota geopolítica” continua a ser a modalidade mais medalhada da história dos jogos.
“Um Mundo. Um sonho”, serve de lema aos Jogos de Pequim 2008, mas será que o mundo quererá mesmo seguir os “sonhos” da República Popular da China? Estaremos ávidos de seguir o pesadelo da invasão tibetana, os sucessivos atentados às mais elementares formas de respeito e dignificação dos Direitos Humanos?
Pequim é de tal forma imperial que nada poderá correr mal! Optamos por boicotar o desporto ou enfatizar nos jogos o triunfo dos embustes e a magnitude dos enfeites? Os monumentos nacionais chineses estão alindados para os Jogos Olímpicos, a praça de Tiananmen enfeitou-se com dois jardins alusivos às provas olímpicas e até os realizadores mais conceituados aderiram à prova da estafeta! Da propaganda do século XX ao marketing político do século XXI? De Leni Riefenstahl a Zhang Yimou, do Triunfo da Vontade ao Herói (?), salientamos a opção de Steven Spielberg que abandonou a “equipa” das cerimónias em protesto contra o apoio chinês ao governo do Sudão, marcado pelo conflito no Darfur.
Mais curioso é ainda o silêncio e circunspecção, (eu diria mesmo inépcia) do Comité Olímpico Internacional (COI) e da Comunidade internacional em geral, no que concerne à questão Tibetana. A verdade é que a realização dos Jogos nunca será pacífica, mas a escolha da China denuncia o xeque mate mais triste do xadrez político dos tempos modernos!
A ideia passa pois por ignorar, tanto quanto possível, o “compromisso geopolítico”, e enfatizar o prazer de assistir aos verdadeiros Atletas em competição, às modalidades que resistiram ao Liceu de Aristóteles e às alegorias de Platão, à beleza dos corpos em movimento, ao rigor e brio na execução, à estética associada aos jogos!
Enfatizemos pois a estética sobre as malhas da política!
Let the games run free...
Mas é curioso constatar que a “cambalhota geopolítica” continua a ser a modalidade mais medalhada da história dos jogos.
“Um Mundo. Um sonho”, serve de lema aos Jogos de Pequim 2008, mas será que o mundo quererá mesmo seguir os “sonhos” da República Popular da China? Estaremos ávidos de seguir o pesadelo da invasão tibetana, os sucessivos atentados às mais elementares formas de respeito e dignificação dos Direitos Humanos?
Pequim é de tal forma imperial que nada poderá correr mal! Optamos por boicotar o desporto ou enfatizar nos jogos o triunfo dos embustes e a magnitude dos enfeites? Os monumentos nacionais chineses estão alindados para os Jogos Olímpicos, a praça de Tiananmen enfeitou-se com dois jardins alusivos às provas olímpicas e até os realizadores mais conceituados aderiram à prova da estafeta! Da propaganda do século XX ao marketing político do século XXI? De Leni Riefenstahl a Zhang Yimou, do Triunfo da Vontade ao Herói (?), salientamos a opção de Steven Spielberg que abandonou a “equipa” das cerimónias em protesto contra o apoio chinês ao governo do Sudão, marcado pelo conflito no Darfur.
Mais curioso é ainda o silêncio e circunspecção, (eu diria mesmo inépcia) do Comité Olímpico Internacional (COI) e da Comunidade internacional em geral, no que concerne à questão Tibetana. A verdade é que a realização dos Jogos nunca será pacífica, mas a escolha da China denuncia o xeque mate mais triste do xadrez político dos tempos modernos!
A ideia passa pois por ignorar, tanto quanto possível, o “compromisso geopolítico”, e enfatizar o prazer de assistir aos verdadeiros Atletas em competição, às modalidades que resistiram ao Liceu de Aristóteles e às alegorias de Platão, à beleza dos corpos em movimento, ao rigor e brio na execução, à estética associada aos jogos!
Enfatizemos pois a estética sobre as malhas da política!
Let the games run free...
Comentários:
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Naaa, quem escreve é a Lin, eu a bela Yang apenas dou a cara, faço o playback, visto o vestido vermelho e finjo que escrevo umas larachas, tudo em prol do "interesse nacional" ;)
(Tendo em conta o exercício do Rui, tudo lvaa crer que o altos signatários do Gov. da RPC e do COI são dotados de uma inteligência maior...a notar pela facilidade com que adulteram nomes próprios!)
Até logo amiga Chen.
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(Tendo em conta o exercício do Rui, tudo lvaa crer que o altos signatários do Gov. da RPC e do COI são dotados de uma inteligência maior...a notar pela facilidade com que adulteram nomes próprios!)
Até logo amiga Chen.
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